O Poder do Rei dos Dragões brancos
Informações gerais
- Título:
- O Poder do Rei dos Dragões brancos
- Autor:
- Radrish (antigo)
- Tipo:
- Fan-fic ambientada no MUD (OOC)
- Participantes:
- Local:
- Bri
- Data IC:
- 14 horas, 5º dia do Iavas do 4766º ano de Imladris.
- Data OOC:
- 22/10/2005
Resumo
Enfrentando o furia da morte branca...
***
Nota da Administração: Uma Fan-Fic ambientada no mud é como um Log OOC, ou seja, que _não ocorreu_ realmente dentro do jogo, portanto não é passível de atribuição de gp.
Era uma tarde fria no bosque sagrado, eu estava descansando naquele dia, tentando fugir do frio em meio as densas copas das arvores. Senti então uma energia estranha que emanava de algum lugar ao longe, era uma mistura de crueldade e poder que fluía como os ventos das grandes tempestades, uma espécie de fonte de medo que parecia apoderar-se do meu coração. Tive este sentimento por aproximadamente 2 minutos, fiquei intrigado com aquilo, mas estava cansado demais e tinha que recuperar as minhas forças pois eu havia passado dois dias inteiros praticando artes magicas; eu treinava artes de combate todos os dias, sempre fui até o fim em tudo que faço, e quando decidi me tornar um mago, decidi que seria o melhor mago que fosse possível ser. Dormi então e desejei ter bons sonhos ao ver a beleza das flores daquele lugar.
Porém os sonhos que tive não foram nada agradáveis, eu tive uma visão e nela vi uma caverna branca, imaginei que fosse uma caverna de gelo, porém eu não sentia calor nem frio e por isso não pude distinguir com certeza do que eram feitas as paredes do lugar. Ouvi então um grande estrondo a frente e fui me aproximando com cuidado para ver do que se tratava. Cheguei então mais perto e vi que vários elfos, homens e anões estavam batalhando contra uma criatura branca de aparência forte e terrível, eles lutavam bravamente porém seus esforços pouco valiam contra o poder daquele temível adversário. Vi então sangue jorrando dos seus corpos e um ar gelado que parecia conter o avanço dos aliados contra a criatura. Tentei por varias vezes distinguir que besta era aquela mas a única coisa que via era uma montanha branca (como que de gelo) que se apresentava imponente aos meus olhos. Olhei para o grupo mais uma vez e pude perceber que eles não aguentariam muito tempo mais; pois por mais que tentassem suas espadas e machados nada podiam contra as investidas poderosas que sofriam. Não demorou muito e logo percebi que o destino de todos estava selado, foram então mortos, congelados, o próprio sangue que havia saído de seus corpos ficara congelado em meio ao ar frio que parecia sair da boca da criatura.
Acordei derrepente, atordoado com mais aquela visão, e para minha surpresa a sensação que havia tido antes reapareceu, só que desta vez estava mais forte, grande, tenebrosa. Pulei do galho onde eu estava até o chão e por 1 hora lutei com aquele sentimento, meditando para ver se conseguia tira-lo do meu coração e da minha mente. Porém um desejo tomou conta de mim, e eu parecia agora atraído a seguir o rastro daquela sensação e ver onde era a sua fonte. Me parecia que eu sentia um grande poder que estava emanando de um lugar ao norte de onde eu estava, parti pois para lá seguindo meu coração e vendo até onde ele me levava. Não sei se era a coisa certa a se fazer, mas naquele momento o desejo de descobrir o que era aquilo já havia tomado conta de mm completamente e parecia até que minhas pernas andavam por conta própria.
Caminhei por entre as trilhas e estradas que apareciam diante de meus olhos, sem me preocupar para onde elas me levavam, de alguma maneira eu conseguia sentir a direção da fonte daquela energia e para minha surpresa cheguei em um lugar que eu conhecia muito bem, Bri, onde tantas vezes eu tinha me aventurado. Meu coração me levou de novo a um lugar em Bri onde antes eu tinha tido difíceis batalhas; estranho pensar que em uma pacata cidade como Bri possa haver poderosos seres escondidos; porém Bri sempre me causara preocupação, sempre pareceu-me que aquele lugar era mais do que parecia ser.
Fui me aproximando pois, de caminhos subterrâneos que passavam sobre a galeria de arte e descobri uma passagem que parecia escondida no chão, de alguma maneira eu soube quando cheguei ali que havia algo sob do lugar onde eu estava. Neste momento a sensação que eu sentia passou e uma longa paz apoderou-se do meu espírito. Não entendi isso direito, mas resolvi que devia continuar e explorar o lugar onde tinha chegado pois alguma coisa estranha demais tinha acontecido e sem saber o que me esperava fui descendo as profundezas do que parecia uma caverna subterrânea.
Gritos, medo e pavor, é o que uma pessoa normal faria e sentiria ao ver aquela cena que presenciei. Centenas de corpos estavam jogados no chão, alguns divididos ao meio outros dilacerados, e todos com uma coisa em comum: congelados, como grandes estatuas de gelo esculpidas por uma força superior. Qual foi então o meu espanto quando olhei e pude perceber sob o gelo os rostos das pessoas que eu havia visto em meu sonho... Fiquei intrigado e assustado com aquilo, a imagem da montanha de gelo logo veio em minha mente e passei a imaginar onde estaria a criatura que havia feito tudo isto, nesta altura eu já acreditava piamente que a encontraria ali e fiquei esperando pelo momento em que aquela coisa apareceria, então me dei conta de que poderia fugir. Mas quando me virei para traz já era tarde e a montanha de gelo que vi antes apareceu, desta vez real e vi finalmente o que era aquela besta terrível que tinha me aterrorizado antes pela grandeza de sua força.
Um grande dragão branco, de aparência imponente e terrível, este era o temível adversário que eu teria que enfrentar e logo entendi porque tantos inimigos haviam caído diante daquela fera pois antes que eu pudesse me preparar para a luta ele me atacou com seu terrível sopro de gelo, escapei por pouco de ser congelado e senti um arrepio que parecia ir até dentro do meu espírito. Comecei a pensar que não escaparia do destino da morte e que aquela luta me levaria para o fim de meus caminhos; porém naquela hora lembre-me de meus pais, de meus antigos mestres e de tudo que eu havia aprendido até aquele momento e vi que não poderia partir e deixar as coisas que eu tinha para traz. Joguei então minha fúria contra o terrível dragão; ora, eu já havia participado de muitas batalhas e tinha ficado muito poderoso nos conhecimentos da magia e já havia me acostumado de maneira incrível a arte da esgrima, e brandia minha lamina tão bem quanto os grandes guerreiros.
Lancei mão de meus mais poderosos encantos contra aquela morte branca que parecia destruir tudo que tocava, e ela pode descobrir que o poder dos primogênitos é como o poder do sol no seu esplendor; batalhei com todas as minhas forças e usei todos os conhecimentos que tinha na arte da batalha. O chão chegava a tremer diante dos nossos poderes e creio que de longe os mais talentosos sentiram as energias dissipadas por nós em meio a labuta que travavamos. Por duas horas lutamos; tive naquele dia a maior batalha de minha vida e vi então onde estavam os limites de minhas capacidades, e quando parecia já que não haveria vencedor, lancei minha ultima e mais poderosa magia... Acabou!, sussurrei sem fôlego ao ver meu imenso inimigo inerte e sem respiração na minha frente; desmaiei depois e só acordei depois de 5 horas de sono profundo e restaurador. Quando acordei procurei logo sair daquele lugar e fui para um bosque distante descansar e pensar no que havia acontecido... Já se fazem dois meses desse acontecimento e até hoje não sei porque aquele sentimento me levou para a batalha, porém creio que já era hora do poder do dragão ser desfeito e por fim as lutas que tantos mortos causaram.
Pude sentir a maldade naquele dragão e vi o tamanho do poder dos servos de morgoth que um dia imaginei que fosse enfrentar, mas essa vitória me deu força e hoje continuo treinando, e se outro inimigo forte aparecer estarei preparado...
