Quando os bravos se calam.
Informações gerais
- Título:
- Quando os bravos se calam.
- Autor:
- Beulf (antigo)
- Tipo:
- Fan-fic ambientada no MUD (OOC)
- Participantes:
- Local:
- Montanhas Azuis, e redondezas de Bri.
- Data IC:
- 20 horas, 14º dia do Pré-Lite do 1414º ano do Condado
- Data OOC:
- 05/01/2005
Resumo
Biografia basica do Anão Beulf, os fatos e as guerras que o levaram a entrar para o clã Mcdermont.
***
Nota da Administração: Uma Fan-Fic ambientada no mud é como um Log OOC, ou seja, que _não ocorreu_ realmente dentro do jogo, portanto não é passível de atribuição de gp.
“Olhos fixos, vozes emudecidas, corpos em rígida atenção... soldados preparados para seguir-me em combate. Linhas de batalha são traçadas pelas minhas mãos. Posições tomadas e formações definidas sob meu comando. Minha palavra agora é mais poderosa que a de um Deus, pois elas podem decidir sobre a vida de cada guerreiro que me segue. Um véu de disciplina é tudo o que nos separa da histeria completa. Cada um de nós sabe que a ordem em nossas fileiras em breve, dará lugar aos gritos desesperados de bocas vertendo sangue, e a uma fúria selvagem que beira ao frenesi. Espadas e machados cortarão homens ao meio, e o céu desaparecerá em meio a uma nuvem de flechas. Mas neste momento, enfrentamos um inimigo ainda mais insidioso e cruel. O silêncio! E somente minhas palavras podem desafiar o medo e vencer esse inimigo. E minha única arma é a esperança.”
Diário de guerra de Beulf.
Beulf.
Parte 1
Quando os bravos se calam.
Beulf Wulfigar, filho de Dáim Wulfigar, é o ultimo representante do clã Wulfigar nas terras médias. Sua vida foi marcada por perdas, guerras e muitas mortes. O combate se tornou algo cotidiano, e Beulf se consagrado como eximo guerreiro e grande comandante.
Seu pai, Dáim Wulfigar, foi um dos dez capitães dos exércitos das Montanhas Azuis. Beulf por ser o primogênito, foi treinado desde pequeno nas artes da guerra,onde herdou de seu pai o oficialato de comandante de campo, função que exerceu de forma magnífica. Por sua grande disciplina e seus intensos treinamentos Beulf foi se destacando, e subiu as escadas da hierarquia militar. Porém nunca abandonou sua vida cotidiana, como a de qualquer outro anão. Como todos os anões Beulf era um admirador de cervejadas que atravessavam noites, o tinha grande gosto por um bom fumo e por um bom assado. Sempre teve olhos para as anãs, as humanas, as elfas, mas de fato nunca se comprometeu em responsabilidade que não poderia assumir, como o casamento, ou algo mais simples, um romance.
A armadilha orc.
Certa noite, Beulf foi convocado a se apresentar em armas, pois novamente as fronteiras sul do reino anão estavam sob ataque. Em sua excursão para defender as terras anãs, Dáim Wulfigar e seu filho Beulf, foram encurralados por uma grande guarnição híbrida, composta por trolls, alguns gigantes, e a grande maioria de orcs. A batalha pela sobrevivência dos 500 anões foi dura. O exercito orc bloqueou qualquer possibilidade de retorno para dentro das muralhas do reino. Durante três dias de batalhas dentro das minas, os anões resistiram. Porém os inimigos eram muitos. Para cada um orc derrubado, logo outro surgia para substituí-lo. O orgulho guerreiro dos anões não permitiu que eles fugissem, e o ataque dos orcs logo se transformou em uma das maiores resistências da história dos anões. Os atacantes surgiram do norte, impedindo os anões de voltarem para dentro das minas. Mas a intenção de Beulf e Wulfigar não era lutar dentro de seu próprio reino. Diferente dos demais contingentes de anões, esses 500 guerreiros foram treinados de forma diferente, eles eram a elite dos exércitos anões, e foram treinados para enfrentar combates nas minas, mas também em campo aberto. Em uma serie de manobras, Wulfigar e Beulf levaram seu contingente para campo aberto, rumando cada vez mais para o sul, atraindo os inimigos para terras de possíveis aliados, e os afastando cada vez mais das montanhas anãs. Em um primeiro momento os anões evitaram um confronto direto com os atacante, pois eles saberiam que isso significaria sua morte. Por onze dias os anões seguiram rumo a Bri, emboscando os orcs durante o caminho.
A chegada da ajuda.
Ao entardecer do décimo primeiro dia de perseguição, uma pequena comitiva, liderada por um elfo chegou no acampamento anão. O Elfo era Feaval, ex-patriarca da grande casa Mcdermont. Dáim Wulfigar e Feaval Mcdermont eram velhos aliados, e Feaval surgiu para honrar seu aliado nessa hora sombria de necessidade. Apesar de Feaval não mais liderar a casa Mcdermont, ele transferiu sua aliança para Ivelius, e este nobre elfo, honrou com orgulho a antiga aliança da casa Mcdermont e Wulfigar. Sob o comando de Ivelius, e sob o distante auspícios de Feaval, toda a força da casa Mcdermont estava em campo de batalha. Apesar da diferença numérica, agora o combate poderia estar igual. Para cada guerreiro da coalizão Wulfigar -Mcdermont, havia cinco atacantes. Porém, uma luta justa. Com as primeiras horas da madrugada, a legião dos orcs surgiu em campo de batalha e os dois exércitos se chocaram. Por horas tudo estava igual. Os orcs atacavam com toda a fúria, e o exército combinado dos anões e dos Mcdermont contra-atacavam com mais violência. Durante o meio da madrugada, Wulfigar desafiou Bar, o capitão troll, que era tido como o grande campeão dos exércitos negros. Um espetacular duelo irrompeu no meio da madrugada. Wulfigar derrotou Bar, porém a um alto custo. Wulfigar foi ferido gravemente, e morreu de forma gloriosa, em campo de batalha, nos braços de seu filho, Beulf. O sacrifício de Dain Wulfigar foi inspirador, e motivou todos os anões a lutarem como nunca o haviam feito. Beulf e sua guarda pessoal mergulharam em direção a Grunj o líder orc. Um novo duelo aconteceu. Beulf e Grunj lutaram em um duelo similar ao de Wulfigar e Bar. Beulf lutou com toda suas forças, com toda sua convicção, ele lutou com sua alma. E Grunj não foi o bastante para pará-lo. Quando Grunj caiu, o exercito orc havia sido dizimado, e sem nenhuma liderança para guiá-los, os orcs fugiram desesperadamente para o norte. Porém uma nova guarnição de anões os esperavam, anões que vieram das montanhas azuis para socorrer Wulfigar, e nenhum inimigo escapou da morte. Esse foi um dia de vitória, mas para Beulf foi um dia negro. Teu pai, teu mentor, estava morto, e morrerá para lhe mostrar o caminho da glória. Esse o dia, em que um bravo caiu, e todos se calaram.
A batalha dos três exércitos foi o que consolidou as relações de Beulf com o clã Mcdermont. Após alguns anos de intenso convívio com Ivelius, Beulf mudou –se para Bri, levando consigo sua família e seus seguidores, e a convite de Ivelius, Beulf ingressou no clã Mcdermont, fortalecendo mais a grande casa de Bri.
Parte dois.
A vingança adormecida.
Outono, a 15 léguas ao norte de Bri.
Ele observa o imenso campo verde que some as suas vistas. Um relevo regularmente continuo. Algumas poucas arvores se encontram espalhadas no campo. A oeste, apesar de muito distante, ele observa um pequeno grupo de homens que se move para sua direção. Eram os batedores que corriam ao seu encontro, trazendo consigo noticias do inimigo. As mesmas arvores de onde eles iram irromper as centenas, senão aos milhares, foram responsáveis por abrigar enormes tropas de guerrilheiro, que armados, sobretudo de arcos de longo alcance, e poderosas flechas, iriam destroçar os flancos dos inimigos. E assim o fizeram. Centenas de orcs caíram sob a cólera das flechas dos Mcdermont’s. Três raças unidas sob uma única bandeira, sob uma única família. Os homens, os elfos, e os anões. E foi somente essa união dos protetores dos povos livres, que possibilitou a enfrentar o inimigo. Os batedores chegaram, cansados, suando, alguns com algumas escoriações, outros imundos de sangue e lama. Ann’arton, um o humano líder dos batedores, abaixa sua cabeça em sinal de respeito e se dirige com um tom de seriedade a Beulf.-“Senhor, fizemos o possível, abatemos mais de quatro centenas de inimigos, pouca perda no nosso contingente. Agora os homens estão se reorganizando em uma pequena, e pesada cavalaria, que irá cair sobre a retaguarda dos inimigos, concentrando esforços assim em seus arqueiros, conforme seu próprio desejo.”.
-“Fico satisfeito de ver minhas ordens sendo tão bem cumpridas, agora homem vá você e seus guerreiros. Se prepararem para o novo combate que virá a seguir, pois nosso inimigo é numeroso e não chorará a morte de seus guerreiros.”
Parte três.
O desafio.
Beulf chamou Gain, e lhe passou a liderança das tropas em combate. Em seguida foi ao encontro de Ivelius. O anão visualizou os seus duzentos escolhidos.Também encotrou Chris, Chrystian e Belengol. Sendo que destes apenas Belengol seguiria com Beulf. Ele já se aproximara de Ivelius e disse que deixara o comando de batalha para Gain, o seu meio –irmão, primeiro anão em liderança. E Beulf se dirigiu a Ivelius e disse:
- “Vida longa a aliança das três raças, que graças a você, Ivelius, ira derrotar os inimigos jurados dos povos livres. E aviso a ti, que também partirei com minha comitiva dos duzentos melhores soldados para barrar o avanço dos Troll´s, que não permitirei atacar nossas forças.”
Ivelius lançou um forte olhar para Beulf, e disse em um tom de quase majestade:
-“Que a glória e a força dos antigos estejam com você, e seu valoroso grupo de guerreiros.”
Com o consentimento mútuo Beulf partiu, e antes de assumir a posição de liderança das forças dos Mcdermont, Beulf foi se reunir com Belengol.
-“ Grande Belengol, tenho que te falar um instante. Serei sincero com você. Os duzentos guerreiros que seguem comigo,provavelmente terão o mesmo fim, que com certeza também será o meu: a morte pelos troll´s. Os batedores das florestas nos relataram um grupo de aproximadamente 60 trolls com pesadas armaduras e armas. Mesmo sendo os duzentos melhores guerreiros não serão o suficiente para deter esse enorme grupo. Por isso peço que não parta comigo, e poupe sua vida.”
Belengol refletiu por um momento, e depois sorrindo falou:- “ Amigo, se estiver em meu destino morrer lutando ao teu lado, que seja assim, morrerei em glória.”
Beulf sorriu, fazendo com que seus enormes bigodes trançados se suspendessem, e apertou forte a mãos de Belengol. Os dois seguiram montados em direção aos guerreiros, Belengol em um grande corcel e Beulf em seu robusto pônei. Os dois se dirigiram aos guerreiros de Beulf disse:-“ Vamos mostrar a esses trolls uma batalha de verdade. Vamos mostrar a eles o poder dos guerreiros livres”. Em um acesso de gritos e cantigos de guerra, os guerreiros já motivados se moveram rapidamente para a saída da mata, onde todos assumiram suas respectivas posições, já traças com antecedência por Beulf.
O chão tremia com o chegar dos trolls, as pequenas arvores tombavam com seus passar, e a pequena relva se transformava em um caminho de lama, sob os pesados pés dos trolls. Toda a floresta sabia para onde os trolls seguiam. Cem metros antes de chegar a florestas a gritaria, os urros selvagens e a excitação pelo combate já aparecera nas frontes dos trolls. Um silvo corta o contingente e um urro de sobressai. Todos param por um momento, e se voltam para o troll que agonizava vitima de um flecha cravada em seu crânio. A concentração de todos se voltam para a floresta, que, de repente, os afoga em um céu de flechas, disparadas pelos arqueiros de Beulf. Os trolls se desorganizam e parte para o ataque, penetrando de forma desregulada na floresta. Um grupo de meia dúzia de trolls permanecem no centro da floresta, para onde Beulf e seus guerreiros se dirigiram na velocidade de um relâmpago.
Cinqüenta anões caíram sobre os Trolls com seus pesados machados. Beulf liderava o bando, que seguia em uma perfeita formação triangular. Quando o combate corpo a corpo era iminente, a formação se abriu em três, desconcertando os trolls, que entraram em um mar de machados. Os anãos cortavam as pernas, joelhos, pés e barrigas, fazendo o possível para derrubar os enormes trolls, e liquidá-los no chão. Beulf derrubou quatro trolls, em sua fúria. Seus olhos flamejavam em uma vontade de ferro, e uma força espiritual enorme emanava de seu ser. Seu machado girava no ar, gritava e cortava. Sua enorme agilidade, e sua colossal força o permitia derrubar um troll em poucos movimentos. Sua fúria era imensa, e ele gritava e rosnava entre seus golpes. Em meio ao calor do combate, Beulf visualiza seu objetivo, Brund,o senhor dos trolls, que estava ali a poucos metros, lutando e derrubando anões. Tudo escureceu para Beulf, que seguiu freneticamente em direção a Brund. O anão soltou seu escudo, e com a mão esquerda empunhou seu outro machado, como segunda arma. Suas armas estavam leves, seu corpo intacto, todo seu cansaço se tornou efêmero. Então Beulf disse:-“ Eu vim aqui fazer justiça a Brund senhor dos troll´s, vingando as pessoas inocentes que ele e seu bando mataram, e também em resposta ao chamado de aliança ao clã Mcdermont, que irei honrá-la.” Brund escutou, e com um sinal violento afastou os trolls que o cercavam. O local para a batalha estava aberto, e Beulf correrá em direção a Brund.O líder troll avançou em sua loucura, e Beulf afastou um metro, permitindo com que ele cravasse um machado no pé esquerdo de Brund, prendendo o troll na terra. Beulf segui o golpe com um rolamento para se esquivar do poderoso braço do troll, levantando seu machado e acertando o gigante na barriga. Brund sangrava. Uma mistura de dor, e fúria tomou conta do troll e ele veio com tudo para cima do anão. Em seu descontrole Brund acerta o tórax do Beulf, partindo assim duas costelas e o arremessando a metros de distância. O anão mal se levantou, e viu a enorme massa vindo em sua direção, da qual desviou, e aproveitando o giro, o anão golpeou a mão do troll, arrancando assim seus dois dedos, fazendo com que a enorme arma caísse não chão. O troll gritava mais ainda. Um segundo troll interveio tentando em vão acertar Beulf. Porém Belengol parou o troll com sua grande lança. E aproveitando a mesma lança de Belengol, Beulf trespassou o peito Brund. O líder troll em uma rara demonstração de força física e força de vontade, tentou levantar mais uma vez, se negando a morrer. Esse foi o tempo suficiente para que o anão recuperasse seu machado e o destruísse na cabeça do senhor dos trolls, partindo- a em duas. Ao verem seu senhor morrer, os trolls se confundiram, alguns poucos se retiraram para o interior da floresta,mas a maioria reagiu. Um segundo troll que estava no comando, em meio a urros bestiais reorganizou o já dizimado bando, forçando a tropa dos Mcdermont a recuarem. Os trolls agora organizados, avançavam sobre as forças de Beulf em um forte contra-ataque, fazendo com que eles saíssem da floresta. A luta estava mais árdua que nunca, e os trolls derrubavam homem após homem. Beulf com muito esforço reorganizou as formações de batalha, e agora o choque entre os trolls e as tropas de Beulf era iminente. Beulf estava consciente que jamais olharia novamente para as suas queridas montanhas, e nem veria mais as fabulosas cavernas. Em seu ultimo suspiro, ele olho para os campos, onde os guerreiros travavam combates, viu o sangue, os corpos, e querendo se livrar dessa fúnebre imagem de morte, olho para o céu, talvez para buscar forças e se concentrar. Não haviam nuvens no céu, apenas a imensidão da noite, com suas infinitas estrelas que marcavam o grande véu negro com pontos de luz. A lua também estava lá, com toda sua majestade, imponente, sábia, e onipresente para todos. E com um susto Beulf percebeu que várias sombras cobriram a lua, e essas sombras cresceram e se aproximaram, revelando assim, as grandes águias. Ao todo eram sete, sendo que Feaval, as acompanhavam, montando no dorso da líder. Beulf volta sua atenção para o combate, e avança sobre o inimigo com toda sua energia. Nesse momento as águias mergulharam na cabeça dos inimigos, trazendo com elas a vitória. A luta continuou até o ultimo troll, fugir em desespero, ou morrer. Apenas oito anões sobrevieram. O grupo de duzentos guerreiros fora reduzido a 37. 163 vidas foram precisas para deter 60 trolls. Mesmo feridos e fadigados pela batalha contra os trolls, os guerreiros se reagruparam e reorganizaram voltando assim para o grande campo de batalha. Belengol e Beulf os conduziram para o mesmo campo atacando assim a retaguarda do inimigo, enquanto as águias os atacavam pelo ar.
A vingança de Beulf.
O caos da batalha estava no ar. Mesmo com a chegada das águias, era impossível definir quem sobressaia no ensangüentado campo de batalha. Humanos, Elfos e Anões lutavam contra o inimigo jurado dessas raças, os orcs. Finalmente Beulf se encontrou com Grund-Matûrz. O líder anão estava frente a frente com o orc que organizou o ataque as Montanhas Azuis, no qual seu pai morreu bravamente. Nenhuma palavra saiu da boca do anão. Seus inúmeros ferimentos não mais lhe incomodavam. Agora sua respiração estava ritmada, assim como seu coração. Os inimigos que se encontravam no caminho não eram nada. Beulf enxergava apenas o grande orc, montado em seu grotesco, porém imponente Warg. Rápido com um relâmpago, o anão segui em direção ao orc. Nem um traço de medo demonstrou. O anão ergueu seu machado, e suas mãos estavam firmes com rochas. Sua postura era perfeita.Um salto, um golpe. E o sangue negro do orc espalha pelo chão, tingindo a lama e a neve, criando assim, um fantástico contraste de cores. A cabeça de Grund-Martûz rolava para os pés de seus soldados, e antes do grande warg perceber a morte de seu senhor, o machado do anão já estava cravado em seu pescoço, separando sua cabeça do corpo, do mesmo modo que acontecera com o Grund-Matûrz.
Apesar de uma vitória gloriosa, muitos pereceram. Gain como tantos outros morrera, deixando assim Beulf como o ultimo dessedente da linhagem Wulfigar. Os troll´s e orc´s foram rechaçados mais uma vez. Essa foi a ultima vez que Beulf se encontrou com Feaval, e também foi a vez em que conheceu o significado da palavra amizade.
Final
As lagrimas do guerreiro.
Beulf se encontrara ao lado do que restara do corpo de seu inimigo. Seus revoltos cabelos, agora já brancos apesar da pouca idade, se moviam com o vento forte que irrompia a noite. E seus olhos, fixos, olhavam com intensidade para o além. Beulf estava concentrado, e refletia sobre o que significaria esse sua ultima vitória. Uma mão encosta em seu ombro, um toque pacifico, amistoso, sem nenhuma menção de violência. Era um elfo, com seus mais de dois metros de altura. Apesar da elegância em que se apresentara em batalha, Ivelius, o elfo, já se encontrava imundo, devido aos banhos de sangue que lhes davam os inimigos derrotados. A continua expressão de seriedade, some ao semblante do elfo, e surpreso, pela primeira vez, Ivelius Mcdermont vê a sua frente, um anão chorar. As lágrimas saltavam a fronte de Beulf em um ritmo forte e continuo. E ele nada vazia para contê-las. As lágrimas derramadas pelo anão era uma mistura de alegria, saudades e também tristeza. Beulf chorava pela alegria de sua justiça, de dever comprido, de sonho realizado sob o manto da vingança. E também chorava pela saudade das lembranças, de tudo o que o havia motivado para chegar a esse sublime momento. Ele poderia traçar uma linha reta em que ligava esse momento ao seu distante passado. Ele traçava um paralelo do tudo o que havia feito para culminar nesse momento: os exércitos orcs derrotados, seu inimigo Grund-matûrz estava sucumbido, sobrepujado pela sua maestria em conduta de tropas, pela sua brilhante estratégia de combate, mas também pelos seus golpes rápidos, e poderosos, capazes de derrubar um troll se bem aplicado. E foram esses golpes, junto com sua obstinação e ferocidade que derrubaram Grund – Matûrz e seu exercito. Agora Beulf estava livre, livre para chorar a morte de seu pai, que se deu anos atrás, livre para cuidar de seu povo, livre para casar-se e para amar, se assim o quisesse. Beulf já não possuía mais um motivo para guiá-lo. Ele estava livre de qualquer responsabilidade, e de qualquer dever. Beulf observava o horizonte, e seus olhos se perdiam na imensidão do oeste, onde seus antepassados repousavam em glória, e para onde seus sonhos o iriam guiar.
