Primavera Sangrenta
Informações gerais
- Título:
- Primavera Sangrenta
- Autor:
- Mîn (antigo)
- Tipo:
- Fan-fic ambientada no MUD (OOC)
- Participantes:
- Local:
- Estrado
- Data IC:
- 8º dia do Nárië de 2998 TE
- Data OOC:
- 08/10/2005
Resumo
Oengus e os hobbits defendem Estrado dos perversos hobgoblins
***
Nota da Administração: Uma Fan-Fic ambientada no mud é como um Log OOC, ou seja, que _não ocorreu_ realmente dentro do jogo, portanto não é passível de atribuição de gp.
PRIMAVERA SANGRENTA
O sol estava quente e agradável, e o vento trazia um delicioso aroma de primavera. As flores desabrochavam nos campos e os pássaros cantavam satisfeitos, anunciando um novo dia. Era essa bela manhã que Oengus Hood havia escolhido para visitar seus amigos de Estrado, que ficava ao leste da famosa Vila de Bri.
"Nada pode abalar o humor de uma pessoa em um dia como esse!" - pensou ele, e estava enganado, como logo saberia. Estrado é um ótimo lugar para quem gosta de descansar, comer bem e de contar histórias de tempos mais sombrios próximo á lareira, fumando um belo cachimbo. Os hobbits se orgulham muito de suas ervas-de-fumo, planta largamente cultivada na região. Rungo, o Thain, governa tudo com mão de ferro, sempre preocupado com os estoques de inverno.
Mas nesse dia, Oengus via uma Estrado totalmente diferente. Cabanas reviradas ardiam em chamas, viúvas e crianças choravam copiosamente, e dezenas de hobbits corriam de um lado para o outro, tentando controlar as chamas. Oengus perguntava-se quem poderia ter feito aquilo, até que percebeu que Rungo estava ao seu lado, com uma expressão sombria, tão diferente do seu habitual sorriso.
- Foi o que sobrou. Só nos resta recomeçar, embora eu tema que meu povo tenha perdido toda a vontade depois disso - disse ele.
- O que aconteceu? - perguntou Oengus, ainda atordoado por aquela visão aterradora.
- Os hobgoblins, atacaram outra vez - respondeu Rungo, mal escondendo sua desolação.
Agora que sabia, Oengus não entendia como não tinha percebido isso antes. Os hobbits e os hobgoblins tinham uma rivalidade antiga, e nunca dividiram as mesmas terras de bom grado. De vez em quando, algum rebanho dos hobbits sumia, ou algum hobgoblin era morto, mas agora, tudo havia passado dos limites.
- Vocês não puderam fazer nada para se defender?
- Eu e alguns outros hobbits mais valentes bem que tentamos, mas quando vimos que não tínhamos chance, desistimos, para não perder mais vidas inocentes. - Antes, eles se contentavam em levar nossa colheita, e não machucavam ninguém, mas agora, foi a gota d'água - rosnou Rungo - Além de saquear nossas casas, eles levaram muitos de meu povo como escravos. Não resistiremos a mais uma investida dessas.
- Não haverão outras investidas - prometeu Oengus - Eles se arrependerão desse dia, e não verão muitos outros.
- Não temos tempo! Devemos fugir enquanto podemos, eles prometerem que voltam na semana que vem, e se não estivermos com a colheita pronta, eles matam a todos - exasperou-se Rungo.
- Deixe de covardias, devemos lutar! Em uma semana podemos armar algumas defesas, que talvez não sejam muito seguras, mas podem nos dar alguma vantagem!
Os próximos dias foram ocupados de muitas formas, alguns hobbits juntavam madeira e construíam uma precária paliçada, cheia de falhas, mas que mesmo assim poderia fornecer alguma proteção em batalha. Alguns se ocupavam da colheita, juntando mantimentos ás pressas, como precaução para um cerco.
Oengus, Rungo e alguns velhos soldados treinavam jovens hobbit para a luta. Não era um trabalho fácil, já que hobbits dificilmente usam armas e as que tem estão sempre penduradas sobre lareiras ou em casas-mathom. Eles dispunham de pouco equipamento bélico, e por isso a maioria teria que lutar com instrumentos rudimentares, como foices, forcados e pedaços de pau. Alguns deles sabiam usar um arco com perfeição, o que era muito bom.
Alguns mais habilidosos haviam feito armadilhas ao longo do caminho que os hobgoblins percorreriam para chegar até Estrado. Algumas consistiam em simples buracos, com abertura camuflada por folhas e galhos, porém algumas eram muito engenhosas, e poderiam acabar com vários inimigos de uma única vez.
Nesse curto espaço de tempo Oengus aprendeu a manejar um arco suficientemente bem para acertar algumas vezes o alvo, embora na maioria das vezes os projéteis passassem longe. Alguns hobbits mais afoitos estavam ansiosos pela luta, onde poderiam testar suas novas habilidades com armas, mas infelizmente, a maioria deles estava apavorado pela perspectiva de ter que lutar. Rungo já não mais tinha aquela sombra no olhar, mas sim um sorriso franco e aberto, e se esforçava muito para organizar tudo.
Após muito nervosismo e preparativos, o dia finalmente havia chegado, e os hobgoblins marchavam sobre Estrado.
E a luta estava começando.
