MUD Valinor


Warning: preg_replace(): The /e modifier is no longer supported, use preg_replace_callback instead in /home/mud/mud/www/modules/rplogs/rplog.class.php on line 386

Biografia de Elenath

Biografia de Elenath

Informações gerais

Título:
Biografia de Elenath
Autor:
Keyner
Tipo:
Biografia estendida
Participantes:
Local:
Passagem Alta (essencialmente)
Data IC:
9º dia do Lótessë de 2706 da Terceira Era do Sol
Data OOC:
06/06/2011

Resumo

Esta é a biografia de mais uma herdeira de Rachmanof Warnyngster

Nota: esta é uma ramificação da biografia da família Warnyngster, conferir em:
HTTP://mud.valinor.com.br/articles.php?id=139


    Era uma vez uma pequena e indefesa elfa, que no auge e
extravagância de sua infância, numa época em que sonhos e planos hilários
tomavam sua mente como jatos de água a inundarem infrutiferamente um
recipiente furado, viu o destino transformar cruel e abruptamente seus sonhos
em pesadelos. Sabem de quem falamos? Estamos falando de Elenath Warnyngster,
a Máquina de matar!

    Sim, como podem ver, nem sempre a vida desta guerreira foi
flores.... flores? acho que realmente não; sempre foi armas, mortes e
tragédias de tudo quanto é tipo.    E inclusive, a maior e talvez a mais
decisiva delas ocorreu certa noite, no sopé de uma gigante montanha, onde
ela e sua mãe montaram um acampamento rápido. E é sobre isto e um pouco mais
que esta pequena biografia irá relatar, uma vez que para se reportar toda a
trajetória de Elenath iria se requerer    um livro extradimensional para
comportar tanto.

    Naquela noite, Eleny, a mãe de Elenath, havia decidido abandonar Valfenda
e deixar todo seu passado sofrido e humilhante para trás. Pois, sendo ela uma
mãe solteira, tendo concebido dois filhos inclusive do mesmo pai (sendo que o
primeiro não chegara a viver), ela nunca obtivera a assistência sempre prometida
pelo mesmo. Ele por muitas vezes até visitou Eleny durante sua gestação
do primeiro filho, mas eram reguladas por longos intervalos de tempo.
Quando em fim o menino esteve para nascer, sim, pois ela sentia que
seria um belo elfo e forte, um guerreiro sem igual, e acima disso com
uma educação e personalidade honrosa; tragicamente ela viera a perdê-lo
numa complicação na hora do parto.

    Ela se abatera muito, porém para a sua grande alegria, Rachmanof
Warnyngster, o pai do menino, ao saber de tal acontecido passou a visitar
com muito mais frequência a abatida amante. Ela inocente, se sentia amada;
e até mesmo há quem garanta que Rachmanof sentia sim algo por ela, não só
por ele ter dedicado uma atenção incomum à amante, mas também por muitos nas
redondezas já terem lhe apelidado de "o homem que ama amar".

    Pois assim era, Rachmanof era um mulherengo elfo que não se
conformava somente com sua legitima esposa, tinha diversas amantes
espalhadas não só em Imladris como em muitos lugares da Terra Média. E
ele era sincero, em nenhum momento iludia suas amantes, abria o jogo e
aceitava a apatia se viesse. Contudo dificilmente vinha, pois eram raras
aquelas que resistiam aos encantos daquele "Deus da Beleza", sim, pois é
assim que elas o apelidaram. E quando era aceito, ele as rodeava de carinho,
fazia suas vontades, realizava seus mais improváveis sonhos e assim as
ganhava por completo e incondicionalmente. Foi assim com Eleny até ela
engravidar do primeiro filho, na altura ela se abatera mas agora se
regozijava com o raro comportamento de seu amado.

    E novamente fora    assim que depois de algum tempo, Eleny viera a descobrir
que se encontrava grávida outra vez. Foi uma grande felicidade, um presente dos
Valar, dizia ela, mas infelizmente nem tudo conspirava a favor. Rachmanof ao saber
disto, segundo as conclusões dela, novamente se afastou. E    agora o afastamento
era mais frio, muito RARAMENTE, e podem saborear esta palavra com toda sua
integridade, para falar a verdade ele só visitou Eleny uma única vez. E então ela
nunca mais o viu.

Diversas vezes pensou em procurá-lo, pois sabia onde se localizava sua
morada, e quem sabe destruir seu casamento, mas não fazia parte de sua índole
tal ato.E o tempo passou. Por muitas noites ela chorou e implorou aos céus,
suplicando por clemência. Porém nada se alterava.

O tempo continuou passando. Ela cada vez mais se abatia, mas seus
poucos amigos, que testemunharam tudo desde o início, a apoiavam e
viviam lembrando-na que ainda tinha uma rasão de viver, que ainda havia
uma esperança de uma vida melhor, que fosse paciente, pois o maior
tesouro que ela poderia ter estava em seu ventre.
E este sempre foi o único elo que ainda mantinha Eleny no mundo dos
vivos.

    Por fim então o destino teve compaixão para com ela. Pois, no exato
9º dia do Lótessë de 2706 da Terceira Era do Sol, Elenath, uma linda e
saudável elfa nascera, trazendo com ela paz, conforto e esperança à sua
pobre mãe.

    E desde aquele memorável dia, Eleny passou a viver um pouco mais a
vida, mas ainda um buraco, uma ferida que insistia em se manter em seu
peito não cicatrizava. E, foi isto que levou Eleny, após alguns anos do
nascimento de Elenath, a deixar Valfenda com toda sua história para trás
e fazer uma vida nova em outros ares.

    E então retomemos a narrativa da tragédia que deixou Elenath órfã.
Elas já estavam caminhando a alguns dias. Se dirigindo para o sul de
Valfenda, tomaram o Caminho para as montanhas sombrias. Eleny
infelizmente era desprovida de advertência e sem saber conduzia não só
a sí própria, como sua filha, para um fim próximo. Aquela área, caso
Eleny fosse informada, era altamente perigosa. Não só lobos, como orcs e
até mesmo gigantes bárbaros poderiam vir a cruzar com elas. E sendo elas
apenas duas elfas, tudo se encaminhava para um final certo... a morte.

    E naquela noite estava tudo pronto para isto acontecer. Uma torrencial
tempestade caía dos céus. O vento implacável, uivava varrendo tudo e trazendo o
terror. Vozes cruéis em forma de risadas alucinadas pairavam pelo    ar.
E para completar, enormes pedregulhos caíam constantemente das alturas, errando por
pouco a frágil barraca que Eleny montara às pressas para se abrigar da
chuva. Sua sorte, é que contavam ainda com a imponência da montanha, a qual,
retardava o estrago que o terrível ciclone viria a promover.

    Eleny envolvia sua filha com todas as forças em seus braços, quase a
sufocando, como se isto pudesse protegê-la do que ela mesma agora
sabia estava por vir. Enquanto isso, o estupendo espetáculo natural
continuava a se desenrolar lá fora com toda sua pompa, sem dar sinais de
abrandar. E foi então que tudo aconteceu, foi tão rápido que nem mesmo a
própria Elenath, aquela que sobreviveu milagrosamente, veio a se lembrar com
detalhes o    que de fato acontecera: enquanto elas se abraçavam tentando proteger uma à
outra, a barraca em que elas estavam repentinamente, como num toque de
mágica (impressão causada pela surpresa), cedeu. O vento imediatamente
seguido de borrifadas doloridas de água invadiram no mesmo instante o
desamparado abrigo. Num instante, não existia mais barraca. Eleny tentou se levantar,
perdeu o equilíbrio e soltou sua filha; esta foi lançada para longe e Eleny nunca mais
a viu. O vento uivava agora com mais furor. As risadas malignas e alucinadas se
intensificaram, como a cantar vitória pelo sucedido. E então, uma chuva
de pedras e pedregulhos, como num poderoso e incomensurável bombardeio, se despejou
dos céus sobre o lugar que antes era o acampamento de Eleny e sua filha. E, ali, em
meio ao desespero, à desilusão, a revolta e o mais dilacerante: ao
arrependimento, Eleny se entregou passivamente à morte que em forma de
avalanche rapidamente chegou e a livrou deste mundo de ilusões.

    Enquanto isso, Elenath, que por pura interferência do próprio
Iluvatar ( diriam muitos que souberam de sua história), fora jogada para
bem longe da montanha e se safara da avalanche. Porém estava ali, abandonada à sua
sorte,    caída de costas, tremendo e parcialmente inconsciente. Por sua vez, a
tempestade já se dando por satisfeita foi gradativamente amainando, dando lugar ao
dia que vinha se aproximando; devolvendo assim a serenidade da natureza. E então o
dia raiou.

    Elenath não soube por quanto tempo exatamente ficou ali caída, e
quando despertou estava um pouco confusa. Seu corpo estava dolorido, sua
cabeça latejava, porém agora se sentia bem. O sol que esquentava sua pele
parecia querer reconfortá-la, prometendo-a nova vida, um futuro
brilhante. Uma brisa agradável brincava com alguns cachos de seu cabelo
que caíam desalinhadamente sobre seu rosto, como numa lenta e
apaziguadora carícia.
Foi quando de repente, um tropel de cavalo começou a se aproximar.
Elenath rapidamente se sobressaltou e se pôs sentada. Esfregou os olhos
e olhou à sua volta. Instantaneamente, ela se recordou da última noite
com clareza. Ela pensara então que tudo fora uma ilusão, um trágico
pesadelo e só. Mas agora que via ali, apenas a alguns metros de
distância, um amontoado de pedras gigantes, é que compreendeu que tudo
fora a mais pura e cruel realidade. Um tremendo golpe baixo do destino em seu
estômago, depois de tudo que já passara com sua mãe, elas mereciam a
felicidade.

Elenath não passava de uma adolescente porém contava com um senso de compreensão
muito aguçado, devido à vida penosa que sempre levou até ali, e
captou naquele momento que continuaria a levar. Quis chorar, contudo
não conseguiu. Se sentiu enjoada e pensou que iria desmaiar, novamente
nada aconteceu. E então compreendeu que não haveria mais lágrimas para
derramar, as que tinham ela já as usufruíra com sua mãe nas noites frias
em Imladris, onde enfrente a uma fogueira ela escutava sua mãe lhe
contar sobre seu pai, um ser que na sua imaginação se assemelhava a uma
junção do esplendor e glória dos Valar com a crueldade e iniquidade de
Morgoth. Ali elas choravam desamparadas; e foi nesta época que Elenath
agora percebia, que suas lágrimas de toda a sua vida já haviam secado a
tempos.

Agora não choraria mais, agora lutaria. Lutaria em nome da honra, da
integridade. Em nome dos fracos, dos injustiçados. E foi com estas
palavras ecoando na sua mente que se pôs de pé, e aguardou o possível
cavaleiro que vinha se aproximando.

    O cavaleiro então diminuiu a marcha e veio num trote calmo. Ficara
espantado por achar ali, sozinha e desprotegida uma jovem e bela elfa,
possivelmente do Vale de Imladris.

Elenath ergueu o queixo e o encarou enquanto este se aproximava. Ela
estava receosa, mas não iria demonstrar. Ela observou que o cavaleiro se
vestia como um poderoso guerreiro, estando assim fortemente armado. Se
precisasse morrer, então morreria logo, pensou ela.

    O cavaleiro percebendo a inquietação da moça, imediatamente
desmontou e ergueu as duas mãos, com as palmas das mãos
voltadas para ela, em sinal de paz. Elenath relaxou um pouco mas não o
bastante. Continuou encarando o guerreiro com um olhar crítico. E então,
observando mais atentamente ela descobriu que se tratava de um humano.
Tinha já visto alguns, mas achava que eles eram todos criaturas toscas que
só pensavam em ficar bebendo e jogando conversa fora. Mas este que se
apresentava à sua frente, parecia ser não só um grande guerreiro, mas também
cavalheiro. Ela por fim relaxou e baixou os ombros, que até então nem percebera
estar ostentando.

    O guerreiro então se apresentou. Era Youart Hardraad da Vila de Bri,
e estava explorando aquela área por a caso, em busca de novos tesouros.
Soube que vários orcs tinham morrido na noite anterior devido à
tempestade, e orcs eram profissionais saqueadores e provavelmente
portavam verdadeiras fortunas.

Youart se identificou como um cara de bem, e que já mais faria mal a ela
e estava disposto a ajudá-la no que fosse necessário.
Elenath hesitou um pouco mas preferiu acreditar nele. Não tinha escolha,
era isso ou perecer naquele fim de mundo devastado pela ira da natureza.
    Com visível relutância, ela montou na garupa de Youart e
imediatamente o vigoroso cavalo deu um salto para frente e galopou...

    Elenath chegou assim na Academia de Aventureiros, e ali começou a se
especializar em armas e magias. Queria ser alguém na vida, alguém
independente completamente, e sabia que seria por intermédio dessas que
obteria tal.

    O tempo foi então passando. Elenath foi rapidamente se
desenvolvendo, apesar da pouca idade, já conjurava magias que um
experiente mago duvidaria. Com as armas então, Elenath era uma guerreira
sem igual em toda a Academia, que aliás logo abandonou. Pois, já não era
mais o bastante para ela.

    Começou então a se aventurar por conta própria em terras distantes e
perigosas. Por muitas vezes esteve perto da morte, mas Elenath não
sobrevivera até alí para morrer para uma criatura mortal. Sempre acabava
escapando brilhantemente com sua enorme sagacidade ou então mesmo por
pura sorte.

    O tempo prosseguiu. Elenath continuava se fortalecendo. Muitos
guerreiros inclusive renomados, já tinham tombado em duelos contra ela.
Ela começou a se tornar um mito. Apesar de ser de Imladris, ela vivia em
Bri e por ali ninguém ousava desafiá-la. Alguns inclusive, os grandes
admiradores daquela eximia guerreira, começaram a chamá-la de A Máquina de
Matar. Elenath não era má, apenas levava à lona aqueles que pensavam que tudo
podiam, e que não acreditavam na capacidade de uma mulher ir tão longe.

    Certa vez então, enquanto Elenath fazia algumas expedições nas
proximidades de Isengard, topou com um elfo que chamou sua atenção. Ele se chamava
Shiandle e morava em Valfenda. Elenath então sentiu por um momento
saudade do frescor daquele belo vale, onde a paz parece contagiar até ao
mais perturbado dos seres; porém rapidamente afastou estes pensamentos e
quis saber mais sobre o elfo.

Ela descobriu que ele estava por alí em busca de novos conhecimentos e
novos tipos de armas. No momento, ele se dirigia à Fortaleza da Terra-Pardense,
pois garantia ele que lá existia um grande depósito onde diversos tipos
de armaduras ficavam escondidas.

    Elenath então rapidamente se identificou com Shiandle, era como ela,
um elfo ávido sempre por novos conhecimentos.
Shiandle também ficara impressionado, apesar de já ter ouvido falar
dela, não pensava que ela fosse uma pessoa com sentimentos como qualquer
outra. Pensava que Elenath, a Máquina de Matar fosse apenas mesmo uma
máquina em forma de uma terrível guerreira elfa, devastando o mundo com
a morte de inocentes.

Foi então que aconteceu, subitamente, Shiandle após ter observado
longamente Elenath, enquanto caminhavam agora indo ambos para o mesmo
destino, ele perguntou a queima roupa: "Elenath do que...?"

    Ela instantaneamente se sobressaltou. Olhou desconfiada para
Shiandle e não respondeu. Continuou a caminhar e então, voltando-se de
repente devolveu: "Antes me diga o seu, cavalheiro."

    Shiandle sorriu e então se apresentou: "Sou Shiandle Warnyngster de
Imladris, às suas ordens!" Elenath congelou imediatamente.... Warny....
Warny.... Warnyngster! E explodiu: "Então você é um Warnyngster! Seus
aproveitadores! Cruéis! Vocês merecem a morte!"

    Shiandle instintivamente recuou, perante a tamanha ira. Era visível o
ódio nos olhos de Elenath, e rapidamente ele sacou sua espada da
bainha, depositou sobre o chão e ergueu as mãos para cima, em sinal de
paz. Ele sabia que Elenath era uma mulher íntegra, e não atacaria seu
oponente estando este desarmado por livre e espontânea vontade.

    Enquanto isso, Elenath tremia de ódio, despeito e.... uma emoção que
ela não sabia definir. Era como se algo de repente dentro dela tivesse
despertado, algo que ela sempre sentiu falta e nunca soube o que era, algo que na
verdade era o que ela mais ansiava no mundo, a emoção de reencontrar sua família!
E estava ali: arrebatador e até mesmo dolorido, consumindo rapidamente
o ódio e o despeito que antes ocupavam o coração daquela nobre elfa,
instalando-se por sua vez, como num poderoso e surpreendente golpe de
estado; este era o amor que Elenath, a Máquina de Matar, na verdade
descobriu que sentia por sua família.

Como jogar?

Leia nosso Guia para Iniciantes e
jogue agora
(ajuda)

Esse recurso permite jogar sem instalar nada em seu computador, mas você também pode usar um cliente de MUD convencional.

Em caso de dúvidas, veja as perguntas mais frequentes ou faça a sua.

Dicas de jogo

Saber diferentes línguas ajuda na interação com comerciantes, mestres, e até personagens. Saiba mais em HELP LANGUAGE.