Poema - O Sopro que Jamais Esquecerei
Informações gerais
- Título:
- Poema - O Sopro que Jamais Esquecerei
- Autor:
- Jerasac
- Tipo:
- Obras IC em geral (Livros, poemas, músicas e cartas)
- Participantes:
- Local:
- Ol-Edhellen
- Data IC:
- Por volta de 3083 TE
- Data OOC:
- 05/12/2010
Resumo
Resumo: No texto a seguir, Jerasac conta de maneira poética a experiência de ter matado Ingeloakastimizilian, dragão de um sonho lendário das canções de um Bardo Viajante.
Certo dia de repente
Veio-me estranha inspiração:
Matar Morte Gélida
Dragão dos profundos sonhos de uma canção.
Cerquei-me de magias,
Tomei-me de coragem e bravura
E assim me senti apto o bastante
Para ir a essa arriscada aventura.
Chamei o bardo dos tais sonhos e canções
E pedi depressa o seu congelante cantar
Pois para ir em busca do meu inimigo
Essa canção seria a porta para o encontrar.
Quando o estranho homem começou a melodia,
De maneira inexplicável adormeci
E me senti saindo para fora de Arda
Ou talvez melhor: para fora de si.
Após um tempo dormindo
Repentinamente eu acordei
Mas nem mesmo em meus próprios olhos
De imediato acreditei.
Notei que estava no alto de um vale
Levantei-me e em direção a Gélida eu avançava;
Porém o medo como um Arauto da Covardia surgira
E como um vento forte para trás me empurrava.
Mas a coragem era mais forte
Audaciosamente assim continuei;
Após enfrentar águas quentes e correntezas
Na morada de Gélida eu cheguei.
Perto dele pensei se a inspiração de matá-lo
Veio de algum Vala de luz como uma provação
Ou pior: se tal dever veio de Melkor
Para minha inevitável perdição.
Imbuído de coragem e determinação
Na sala do terrível dragão entrei
E quero narrar de maneira poética
A cena aterrorizante que contemplei:
Rompeu-se uma camada de gelo que o cirdundava
Bradando um rugido cruel que o chão estremeceu;
Meu olhar para o dele era de pavor
E de frieza era o dele para o meu.
No começo da luta pensei se seria o fim
Para trás ficaria amigos, paz e a vida boa;
Pensei se eu estaria naquele momento
Diante da minha morte em pessoa.
Mas tomado de intrepidez
O meu inimigo eu enfrentava
Lançando-lhe eu vários ataques mágicos
E sobre mim o seu congelante sopro ele derramava.
Quando a mana já estava terminando
Achei que era o fim
Mas algo incrível em meu inimigo
Acontecia diante de mim:
Sua face parecia adormecer
E seu olhar desfaleceu em um murchar;
Seu corpo tornou-se em leves flocos de neve
Que de tão serenos se foram pelo ar.
Assim venci Ingeloakastimizilian
E dos estranhos sonhos me retirei;
Mas até hoje recordo-me de Gélida
Também de seu sopro que jamais esquecerei.
