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Biografia de Jota

Biografia de Jota

Informações gerais

Título:
Biografia de Jota
Autor:
Jota
Tipo:
Biografia estendida
Participantes:
Local:
Angmar - Bri
Data IC:
14 do Úrimë do 1960, TE
Data OOC:
31/01/2011

Resumo

Biografia de Jota Wyddor, o Sedento Angmarim.

    Durante o primeiro milênio da Terceira Era, anos após sua queda, o espírito de Sauron reaparece em Arda, até então os Dunedáin reinavam em paz e Gondor atingia seu ápice. Entretanto, em Dol Guldur o Senhor do Escuro se reerguia e planejava seu retorno. Um dos primeiros passos foi a tomada de Arnor onde Er-Mûrazor, o Príncipe Negro, Senhor dos Nazgûl, Rei dos Bruxos funda seu reino: Angmar, onde residia em Carn Dûm, no topo das Hithaeglir.

    Seu exército era formado por Orcs e Humanos, estes que passaram a ser conhecidos por Angmarim; os remanescentes fiéis à sombra vindos de Eriador, Rhovanion e Rhûn.Dentre estes tantos servos se encontra Aggar Wyddor: o Sedento Angmarim, comandante do Batalhão Starkung que oferecia reforço às frentes que o necessitavam, principalmente Rhudaur e Arthedain, direção em que o dedo de Angmar apontava. Junto aos batalhões seguiam mulheres de Angmar, munidas de vasto conhecimento nas artes escuras da cura vindo do próprio Er-Mûrazor que, por cento e quinze anos em Barad-dûr, de Sauron foi pupilo. Aggar, certa vez ferido em batalha, conheceu Elle e com ela casou-se, semelhante ao que se deu a Faramir e Éowyn, não fosse o trágico desfecho.

    Eis que, em meio a batalhas, Elle engravida. Sua gestação talvez fosse mais cômoda caso abandonasse o serviço nas tendas junto ao batalhão: "...o calor e o odor que emanam dos corpos e feridas abertas não há de fazer bem a uma mulher prenha.” – muitos diriam – já os pais da criança porvir, como de costume em Angmar, acreditavam que isso traria força a ambos, pais e filho.

    No início do Úrimë em 1960 da Terceira Era as forças de Atherdain planejam investir contra as forças de Angmar concentradas em Oiolad, alertado previamente o Senhor de Angmar envia o batalhão comandado pelo Sedento Aggar como reforço. A homérica batalha se estendeu por dias, a Planície Fria banhou-se de sangue enquanto o pensamento do Sedento mantinha-se em sua esposa e em sua gestação, que já completara nove meses.

    A noite do dia treze foi uma das mais escuras que já se viu. Wyddor lutara por dois dias consecutivos e, ainda no campo em meio ao fervor do sangue derramado, recebe a informação que o reforço oriundo da Charneca Etten, estava próximo. Enquanto isso em uma das tendas de cura Ellen jazia desacordada, sofrera de vertigem durante todo o dia e Ansent, a curandeira mais velha do local, já se preparava para o parto... Banhado em sangue Aggar adentra o front deixando cabeças como rastro... – Os tímidos raios solares travam batalha com    a escuridão ao passo que a manhã se aproxima – ...O sedento se vê cercado por inimigos, com um sorriso sarcástico no rosto, brande sua arma e corre em direção às espadas inimigas... Um grito agudo se faz soar na tenda, o menino nascera!... Uma lança perfura o torso de Aggar que, de súbito, pára enquanto, ainda de pé, espadas perfuram seu corpo. Um filete de sangue escorre do canto de sua boa enquanto murmura – Está feito. MELKOR – esbraveja – Te saúdo, agora que morro!... Por toda a região ouve-se um berro gutural enquanto um soldado inimigo parte e separa cabeça e corpo de Aggar. Um tornado escuro começa a se formar enquanto a cabeça do Sedento cai rumo ao chão, o guerreiro que o atacara arde em chamas púrpuras, seus companheiros são atirados e caem metros dali ao passo que o tornado se esvai deixando o solo negro como a noite que se foi e o corpo e cabeça de Aggar Wyddor: O Sedento, com um sorriso cravado em sua face.

    O sol avermelhado já surgira no leste, o ar pesado trazia consigo uma leve névoa. Nas tendas de cura Ellen, banhada de suor, acalentava um bebê em seus braços. O menino nasceu negro como a noite que findara, cabelos brancos como neve, olhos, igualmente claros, que carregavam consigo certa ira. Algumas horas atrás seus gritos tomaram o acampamento, certamente seus pulmões mostravam uma capacidade incomum assim como o silêncio que apresentou ao longo dos dois dias seguintes – A morte acaricia a criança, dizia Ansent. Seu nome já havia sido definido meses antes da gestação: Jota Wyddor.

    O reforço chegara aos campos onde os bravos homens de Atherdain foram obrigados a bater em retirada. Ellen, carregando Jota em seus braços, foi ao local onde o marido caíra. Deitou a criança confortavelmente na barriga do pai onde o deixou por alguns minutos, pegou a cabeça e colocou no peito do cadáver e sua espada ao lado, ali o corpo de Aggar, o Sedento, teve seu túmulo. Ellen retorna a Angmar com o filho abandonando seu serviço juntos as tropas.

    Jota teve uma infância relativamente normal, não fosse o convívio com Orcs e Wargs como bichos de estimação. O menino assistia com freqüência às sessões de tortura que ocorriam na escura praça em frente a sua casa. Não parecia assustar-se facilmente, vez ou outra arriscava uma pedra e sentia prazer em enfiar os dedos por entre as feridas dos torturados, de fato fugia de casa nas madrugadas para tanto.

    Anualmente os meninos que completavam treze anos de idade eram chamados à Carn Dûm para terem com o Conselho Escuro onde se reuniam um a um com Er-Mûrazor e seus poucos homens de confiança diz-se que o próprio senhor do escuro atendia essas reuniões através da Palantír, uma das três de Arnor. Aos treze anos Jota atendeu ao chamado, o que foi dito e feito em tal conferência permanece um mistério. O jovem, que havia, chegado a Carn Dûm com um sorriso no rosto agora a deixa com olhar determinado, de fato nem a própria mãe o reconheceria, carregava uma grande mochila, um manto negro sobre o corpo e seu trajeto traçado: "Bri..." – a palavra que martelava em sua mente.

    Chegara a Bri sem muitas dificuldades, assim como foi encontrar Bill: um homem repugnante que só enxerga o brilho do ouro, não importando sua origem. Por ele Jota foi inscrito na Academia dos Aventureiros onde fez diversas amizades, dentre tantas: Seekorius de Imladris, já caído, e, seu companheiro inseparável: Adalgrim, o Hobbit. Este último foi designado por Domick a ajudar o Novato em seu treinamento, o que de fato não ajudou muito, freqüentemente os dois podiam ser vistos clamando por ajuda na cidade.

    Jota não recordava de nada dos anos passados, de tempos em tempos adoecia e tinha pesadelos, tanto que requisitava a ajuda de Mestre Toric de tempos em tempos, este dizia serem "...apenas frutos de seu árduo treinamento...” ainda assim podia-se enxergar a dúvida em seus olhos como quem reluta em buscar a verdade.

    Jota e Adalgrim, ao contrário dos muitos conselhos recebidos, resolveram ser hora de deixar a Academia. Foram até o Rio de Bri, no sul da cidade. Faltavam algumas horas para o nascer do sol, o pescador que habita aquela área provavelmente estava em sua busca por peixes e ali os aventureiros exploravam o leito do rio. O Hobbit pulava alegremente na grama enquanto Jota jazia sentado com seu pequeno machado no colo. De súbito algumas imagens tomam conta de seus pensamentos, gosto de sangue toma seu paladar enquanto fecha os olhos e parece lentamente abandonar seu corpo... Ascendendo em uma névoa negra jaz Jota, de cima enxerga seu corpo levantando-se com machado em punho enquanto decepa o Hobbit sem defesas, visto que estava de costas. Misteriosamente não sentiu pesar, há muito não vira sangue inocente derramado. Num lampejo hora é névoa, hora é ele, o antes Jota, agora em estado de torpor banha-se no sangue de Adalgrim ao passo que come seu cérebro... Angmar retorna à lembrança do rapaz desde a queda de seu pai até sua chegada a Bri. Deitado de costas na grama, não conseguia discernir se estava vivo ou morto, lutava para assimilar a enorme quantidade de informações que havia recebido enquanto da névoa negra vinham sons guturais estranhamente com sentido para ele. Deitado ao lado do amigo Hobbit jazia Jota ao passo em que levantava-se Jota Wyddor, o Sedento Angmarim, Título que deveria guardar em segredo.

    As instruções haviam sido claras e imediatamente Jota inicia a nova empreitada, visita quem viria ser a ser seu conselheiro em uma estalagem ali perto e segue em direção a sede do Conselho de Thargelion. O caminho seguia o leito do rio de Bri, o corpo de Adalgrim já não estava ali... Contra a vontade de Haer, guardião da sede do Conselho, o Sedento filia-se à Guilda onde, desde então, tenta ludibriar Haer com intuito de adentrar a sede. Ainda assim consegue informações valiosas com os membros do clã.

    As missões de Jota o levam a lugares inóspitos da Terra Média, por onde passa deixa um rastro de sangue como marca. O condado é um dos lugares em qual pode-se ver o Homem Negro vagar: mulheres, crianças, idosos, jovens, todos são alvos de sua ira. No extremo leste captura os mais fortes Wargs para servir em Isengard. Em Isengard mata Orcs e Homens que abandonaram seus postos.

    Certo dia recebe a missão de ir às Sendas dos Mortos para matar o que não pode ser morto: os amaldiçoados por Isildur.    Ali trava batalhas sangrentas por dias a fio, começa a duvidar de sua capacidade e, por fim, se vê perdido na Morada dos Mortos. Com equipamentos por de mais danificados e sem ter fonte de luz alguma como companheira finalmente cai em desespero... Inexplicavelmente sua angústia é ouvida e um druida, ainda em treinamento recente, do Conselho do qual faz parte corre em seu socorro: trata-se de Nimbrith, pernas nervosas que, apesar da pouca experiência em batalha, já se mostra profundo conhecedor nas artes nobres da magia. Assim o druida parte determinado a ajudar o companheiro de Clã, dando um novo significado à palavra para Jota. Ali, naquele lugar escuro Nimbrith salva o Sedento do que viria ser seu fim.

    Desde o acontecimento nas Sendas dos Mortos por vezes o espírito de Jota parece relutar. Por vezes é possível vê-lo ajudando o próximo, apesar de não ter abandonado seu destino junto ao escuro... Parece que uma luta toma conta de seu ser de tempos em tempos, quando sua sina é negra como sua pele ao passo em que seus cabelos brancos são como o lapso de bondade que por vezes o atinge.

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