A Maldição De Aram
Informações gerais
- Título:
- A Maldição De Aram
- Autor:
- Brad (antigo)
- Tipo:
- Fan-fic ambientada no MUD (OOC)
- Participantes:
- Local:
- Cidade de Bri
- Data IC:
- 8 horas, 13 dia do Nnim do 3016 ano da Terceira Era do Sol.
- Data OOC:
- 25/02/2005
Resumo
Brad e Meneldulin planejam roubar quadros raros vindos de Archet para a galeria de Bri, mas seus planos acabam não dando o resultado esperado..
***
Nota da Administração: Uma Fan-Fic ambientada no mud é como um Log OOC, ou seja, que _não ocorreu_ realmente dentro do jogo, portanto não é passível de atribuição de gp.
-Então nós concordamos de sermos os guardiões do cetro?
Oito cabeças curvaram-se, de acordo. Havia oito homens na sala, todos incrivelmente parecidos de rosto e corpo. Cada um deles de queixo bem marcado e traços aristocráticos de Bri, cada um deles vestindo cotas de malha e armados, prontos para agir juntos.
Todos podiam sentir o amor que Aram sentia por aquele cetro, ainda assim temiam aquele cetro, pois ele significava a derrota de todos.
Aram era talvez o mais experiente dos oito reunidos ali, ele ocupava uma cadeira alta, forrada em tecido vermelho , com pernas folheadas a ouro. Os demais ocupavam cadeiras menores.
- Eu devo ficar com cetro, para o bem de todos, disse Aram.
- Não Aram! O cetro está te consumindo!
- Cale-se Paladino!
Aram se levantou, pegou o cetro da mesa e tentou ler suas runas, enquanto os outros o observava.
-Creio que sei como funciona...
- Como Aram? Perguntou Envy com curiosidade
-Nós devemos encontrar um meio de destruí-lo, não usá-lo!
- Cale-se Paladino, pela ultima vez!
Khal Evil e Rendel Angel ao notarem a ânsia de Aram se levantam e seguem em direção a ele..
- Dei-me o cetro Aram.
- Nunca!
Evil tenta agarrar Aram mas não teve muito sucesso, levando em seguida um golpe no pescoço e então Aram afundou seus dedos precisamente em suas cavidades oculares, um e dois. Mais rápido do que uma criança conseguiria respirar. Ele sorriu tensamente conforme Evil se debatia em pânico, seus olhos arruinados e sua traquéia destruída.
Todos se levantam quase que instantaneamente.
Aram aponta o cetro para Evil no chão sem dizer uma única palavra, Evil some da visão de todos! Em pânico, Tor Cowardice e Kell Innocence correm em direção a saída mas após serem vistos por Aram, desaparecem...Restando somente Aramil Envy, Rendel Angel e o Paladino.
O Paladino parece prever seu fim inevitável e só consegue pensar em Bri, então seu pensamento desaparecem..
-Agora, sou poderoso.
O cetro após de todos desaparecerem estava emitindo uma luz e foi crescendo gradativamente até cegar totalmente Aram e em um instante o lugar inteiro junto com ele desaparece. Aram e seu grupo jamais foi visto.
Era uma festa como todas as outras na galeria em celebração da chegada da vinda de novos quadros, quase toda a população de Bri estava lá, o Executor com sua esperteza cuspindo por todos os lados, os vendedores contando sobre a nova vinda de mercadorias, a dona da academia lendo para alguns novatos, Arden, líder da Thargelion flertando as mulheres de Bri. a festa parecia estar bem dividida entre clãns.De um lado o clãn Grn e Mcd predominava , do outro era um mescla geral de todos os clãns, dentre eles maioria Sya e Cdt.
Mas em uma das mesas Eu e Meneldulin pareciamos estar nervosos, esperando por algo grande, quando de repente Meneldulin disse:
- Temos que fazer, vamos ficar milhonários
- É..ponderei
- Temos que agir com todo cuidado para que ninguém perceba Brad
- Eu te espero aqui para certificar que ninguém notará..E você vai lá
- Feito, encerrou Brad.
Em seguida Meneldulin vai ao vendedor de bebidas:
- Um vinho senhor
O vendedor entrega o vinho para ele
- Obrigado
Eu fiquei olhando Meneldulin beber seu vinho enquanto fiquei falando com Vladnov que aparentava estar um pouco bêbado.
- Vamos lá Brad, é só uma festa, vamos beber e aproveitar das lindas mulheres!
- Vlad, já bebi o suficiente, mas de qualquer forma, vamos encerrar com esse uísque de Archet.
Com um gole só, Vladnov toma o uísque todo e em seguida arrota, tirando a minha atenção em Meneldulin.
- Por Orome, você conseguiu em um único gole!
- Burppp, Eu CoNsiGo Em MeIo, BuRpp
- PrEfIrO O Uísque dOs AnõEs MiNeRaDoRes, BuRpP
Voltei a olhar para o lugar onde Meneldulin estava, no qual não existe mais ninguém...
-Hora de agir, pensei
Suava a medida que meus passos se aproximava daquela porta com a escritura “Proibida A Entrada de Visitantes”, pessoas pareciam sumir a medida que eu dava os passos a frente até sobrar ninguém por perto.. Sabia que a tática de abrir portas que Menel me ensinou não funcionaria para abrir fechaduras reforçadas como naquele caso.
Então abri rapidamente a bolsa e retirei uma poção verde-claro e em seguida tomei, sentindo uma sensação quase que instantânea sobre minha pele, como se fosse um formigamento. Logo após toquei com minha mão a porta, vendo que minha mão a atravessou, eu decidi atravessar a porta.
A sala onde entrei estava iluminada por tochas repletas de runas e ao centro da sala encontravam-se 3 quadros pendurados por uma corda finíssima, havia uma estante a esquerda do aposento e uma escrivaninha a direita com alguns papeis sob a mesa. Quando de repente passos e vozes invadem minha mente, deixando-me em um estado de nervosismo muito alto, sem pensar muito, atravessei a porta da estante ficando dentro dela junto com algumas roupas que pareciam estar muito perfumadas,ouvi o trincar de chaves abrir a porta e em seguida uma voz:
- Senhor Toric, não entendo por qual motivo o senhor não quer a exposição desses quadros para o povo de Bri.
- Esses quadros.. Posso detectar algo de errado neles, eles não devem ser expostos ao público na Galeria..
- Ah Senhor Toric, talvez você esteja tendo problemas demais com sua esposa Silvina..
A mente de Toric se enche de lembranças da noite anterior no qual ele teve uma discussão com sua esposa Silvina, deixando ele encabulado e sem graça.
- Talvez você tenha razão, são problemas que eu tenho mesmo..
- Isso mesmo! Exclamou Rungo, dono da Galeria.
Meneldulin estava realmente preocupado com a minha demora, então ele decidiu averiguar a entrada da Galeria e dar uma volta por ela.
- Brad jamais falha, pensou
Memórias tomam conta da mente de Meneldulin começando a recordar do tempo em que conheceu aquele Guerreiro. Ele o conheceu em uma invasão a masmorra, onde iria resgatar alguns prisioneiros de guerra. Estava tentando abrir uma sela e não conseguia de jeito nenhum, foi quando ouviu a voz melodiosa vinda de outra cela
- Precisa de ajuda?Posso abrir esta cela se me der uma arma
- Sim, mas se você não abrir, te entregarei para os Orcs.Finalizou Menel.
- Certo, certo.
Meneldulin entregou sua pequena espada e com um golpe de Brad o cadeado se destrói .
- Então... Com licença...
- Pois então Toric, era só isso que queria?!
- Sim Rungo, preciso descansar um pouco..
- Não ficarás para a exposição dos quadros?
- Não...
- Entendo, então até mais.
Eu, paralisado totalmente dentro do armário ouvi os passos de alguém saindo
- Saíram ? Pensei
Lentamente me movimentei, derrubando um cabide dentro do armário fazendo um pequeno barulho suficiente para despertar a atenção de Rungo..
- Quem está aí?!?!
Rungo se vira para a estante e começa a seguir em sua direção.Não existem palavras para descrever, fui tomado por um medo que drenou minha cor
- Toc, toc, toc! Alguém aí?!
Rungo imediatamente muda de direção, esquecendo por alguns segundos a estante, em seguida abrindo a porta para o meu alivio .
- Ahh Meneldulin! Oque fazes por aqui?
-Vim te oferecer uma bebida Rungo, todos estão se divertindo e o senhor que deveria estar lá, festejando também..
- Ah mas eu tenho que cuidar da exposição que acontece dentre alguns minutos..
- Mas então vamos brindar esse uísque juntos!
- Como queiras Meneldulin, a quê vamos brindar?
- Ao futuro da Galeria!
- Ao futuro da Galeria! Exclamou juntos.
- Bem, deixarei o senhor fazer seu trabalho! A exposição vai ser perfeita!
- Espero Meneldulin.
Menel deu as costas para Rungo com um sorriso sarcástico que acho que Rungo chegou a desconfiar. Rungo tranca a porta e começou a andar em direção a estante novamente. Quando de repente sentiu suas pernas tremerem e sua visão se embaçar aos poucos até apagar totalmente caindo duro no chão. Eu ao ouvir o barulho de algo cair no chão, atravessei o armário vendo o corpo de Rungo caído no chão roncando.
- Obrigado Menel! Me salvou de novo! Pensei
- Toc, toc, toc, Brad!
Aquela voz, a conhecia muito bem.
- Menel ! Pensei..
Peguei a chave do corpo de Rungo e abri a porta, deixando Menel entrar.Olhei o corpo estendido no chão e aos quadros pendurados, e instantaneamente peguei minha corda dentro da bolsa e comecei a amarrar Rungo, enquanto Menel retirava os quadros cuidadosamente.
- Brad, são grandes demais, não cabe na minha bolsa..
- Se acalme Menel..
Retirei da minha de bolsa uma pequena caixa tamanho uma mão humana e disse:
- Abra!
A caixa lentamente foi ganhando volume na minha mão se abrindo até ficar do meu tamanho, tinha a aparência de um buraco negro, podia ver todas as coisas dentro do portal, desde brincos até armas.
- Coloque-os aqui Menel
Meneldulin cuidadosamente os colocou no portal que em seguida eu disse:
- Fechar!
O portal lentamente foi se transformando até ficar naquela caixa preta cabendo nas minhas mãos, Meneldulin ao olhar para Rungo totalmente amarrado, perguntou:
- O quê faremos com ele?
- Deixa comigo!
Eu peguei o corpo de Rungo e o pendurei onde um dos quadros estavam e em seguida nós saímos da sala.
- Tudo ocorreu bem Brad...
- Calma Menel, é apenas o começo, temos que redobrar os cuidados agora.
Eu e Menel saímos da galeria sem nenhum problema e fomos a estalagem, avaliar os quadros. Nos entramos no quarto no qual tínhamos alugado horas antes.
- Temos que ser rápidos Menel, prepara a armadilha na porta enquanto eu vejo os quadros.
Menel pega de sua mochila uma pequena caixa preta metálica e me entrega, desviando minha atenção para aquela caixa, lembro-me das palavras daquele alquimista da vila dos hobbits:
- Essas criaturas de Valfenda podem ser pequenas, mas são mortais.
Abri lentamente abre a caixa apontando para a porta de madeira de nosso aposento. Uma luz azul sai da caixa em direção a porta e incontáveis criaturas voadoras do tamanho de um dedo saem da caixa em direção a porta no qual sua madeira parece absorvê-los.
- Pronto. Vamos checar os quadros.
Abri meu portal e retirei os três quadros, coloquei-os sob a cama, observei-os, o primeiro quadro parecia ter somente um sarcófago, mas parecia ser tão real que aquele pintor deveria ser o melhor de todo o continente, achei estranho porque não continha a assinatura do pintor, o segundo quadro estava com alguns homens que aparentavam ser guerreiros e a expressão deles era de pânico, o terceiro quadro era de uma criatura , que da cintura para cima , era dragão e da cintura para baixo , humano.Meneldulin parecia estar nervoso olhando pela janela quando de repente disse:
- Os guardas estão vindo!
- Meneldulin, vá para o outro quarto que nós alugamos
- Eu vou sair de Bri, vou tentar vender esses quadros em Archet, nós dividimos o dinheiro quando conseguir vendê-los.
- Feito Brad, boa sorte.
Meneldulin retira uma poção verde-claro da bolsa e toma, em seguida atravessa a parede, indo para o outro aposento. Quanto a mim, coloquei os quadros no portal, olhei para porta e rapidamente tive pena dos primeiros a possivelmente entrar. Assobiei alto e consegui ver meu corcel negro relinchando no meio da rua, peguei impulso e saltei da janela, caindo muito bem, me levantei, e corri para o corcel, e o montei habilmente.
Nunca vi a cena dos guardas ao tocar naquela porta, mas Menel teve a sorte de ver, segundo ele os guardas ao tocar naquela porta, uma luz azul tomou conta da porta e milhares de insetos saíram a uma velocidade imperceptível, perfurando os guardas a sua frente, o estado dos corpos dos guardas ficou de um jeito irreconhecível.
Conseguimos de fato pegar os quadros, mas eu teria que ir para Archet, encontrar algum comprador e vendê-los ,enquanto em Bri, eu era procurado por todos os lugares, um Guerreiro Fora da lei.
