Biografia: Uma Vida Regada a Sangue e Lágrimas
Informações gerais
- Título:
- Biografia: Uma Vida Regada a Sangue e Lágrimas
- Autor:
- Ivelius
- Tipo:
- Biografia estendida
- Participantes:
- Local:
- Várias localidades de Arda
- Data IC:
- Não indicada
- Data OOC:
- 22/02/2005
Resumo
A história da vida de Feaval Lómion McDermont
A Perda
Nascido e educado em seus primeiros anos de vida em Caras Galadhon, no magnífico reino de Galadriel e Celeborn, infelizmente me recordo de poucos momentos além da estonteante beleza da floresta dourada. Pois seguindo a sua sina, meu pai Aegnor parte do reino de Lothlórien com toda a família para de alcançar Mithlond, e de lá partiriamos para Valimar, as Terras Imortais.
Tudo pronto para a partida e me lembro de nossa despedida, uma profunda tristeza tomou meu coração ao ver que teria de deixar minha terra natal para traz, mas meu pai sempre me dizia 'Todas as beleza deixadas para traz aqui serão recompesadas por todas as maravilhas que iremos encontrar em nosso novo lar, as terras de Valinor'. Como a recordação de suas palavras trazem tristeza ao meu coração com o destino que tivemos...
Bem partimos em viajem. Foi um caminho longo e por muitas vezes tortuoso, pois evitávamos a todo custo um encontro com os servos da sombra. Por fim chegamos a Imladris, o explêndido reduto do Mestre Elrond.
Por semanas ficamos nessas terras onde se perde por completo a noção de passagem do tempo em meio a toda a hospitalidade oferecida por nosso anfitrião. Mas meu pai não passava sequer um dia sem comentar de nossa ida pra Mithlond.
Partimos de Imladris aos primeiros raios da manhã. Esperavamos uma viajem tranquila até nosso destino, mas não contavamos com os seguidores da sombra que se infiltraram até mesmo nessas terras ao norte. Quando estavamos com o acampamento armado para nosso descanso noturno fomos surpreendidos por um grupo de cinco malditos orcs. O ataques deles foi avassalador, antes mesmo de meu pai se preparar nos defender já haviam retirado a vida de minha mãe Míriel e vieram pra cima de mim. Meu pai se pôs entre mim e o agressor e mandou que eu fugisse para a floresta. Exitei por um instante e vi nossos inimigos começarem a nos circular quando meu pai gritou novamente para que eu fosse. Corri em direção a mata, por muito tempo corri sem sabe para onde estava indo, sem direção, sem destino até não ter mais forças e cair. As últimas coisas que me lembro foi um som de água corrente, depois o rosto de uma belíssima criatura dos cabelos dourados como ouro.
Uma Nova Vida
Acordei na Casa do Mestre Elrond, pude notar que meu corpo tinha cortes, possivelmente causados durante a fuga por entre a mata. Uma bela jovem cuidou de mim por muitos dias, seu nome era Arwen Undómiel, a filha do Mestre Elrond. Após minha melhora relatei o ocorrido a Elrond, que tomou providências com o intuito de erradicar essas criaturas dessas terras. Iniciaram-me nos treinamentos, por meses tive os melhores professores que jamais pudera imaginar que teria, Glorfindel, Elladan, Elrohir dentre vários outros grandes guerreiros dessa casa. Num de meus treinamentos embrenho-me pela mata e encontrei o covil de um pequeno grupo de orcs, três deles. Quando ia partir para chamar ajuda vejo algo nas mãos de um deles que me causa um choque tremendo, eram as Melaoirar, as alinças de casamento de meus pais...
Num ímpeto de fúria invisto contra a criatura com tanto ódio que antes que ela pudesse sequer notar minha presença já estava a espada cravada em suas costas. Seus aliados vendo o ataque investem contra mim, por muita sorte consigo derrubar outro com certa facilidade. Mas o oponente que me resta parece ser mais astuto. Lutamos por vários minutos, quando por um descuido meu sou atingido no braço e perco minha arma. Já prevendo o trágico destino que me fora traçado, morrer nas mãos das mesmas criaturas que assassinaram minha família, me preparo para uma última investida contra meu oponente. Mas antes do que eu pudesse partir contra meu agressor, flechas atravessam o corpo de dele, com um olhar incrédulo ele sequer soube o que causou sua morte. Lágrimas brotaram de meus olhos e cai de joelhos no solo úmido, e que do meio da mata saem Glorfindel montado no majestoso Asfaloth com um arco na mão, com um olha de repreensão ele indaga: 'Esse seu ato foi imaturo e poderia ter acabado com sua vida se não houvesse tido uma intervensão minha. O que o fez pensar que conseguiria derrubar três dessas criaturas com o pouco treinamento que tivera até agora? Nem seu pai que era um astuto guerreiro não sobreviveu a um ataques de cinco dessas criaturas! Que loucura foi essa?' Me levanto e caminho até o corpo de um deles e de lá retiro as Melaoirar e as mostrou ao elfo: 'Eles foram os assassinos de minha família, vê esses aneis, eram as alianças de meus pais, presente da própria Celebrían! Não poderia jamais permitir que ficasse nas mãos dessas criaturas algo de tanto valor, uma das únicas recordações que agora tenho de minha família...'
Na casa do Mestre Elrond ele também reconhece as alianças como o presente que sua esposa derá a Aegnor e Míriel Lómion na sua união. Elrond que antes não saberá qual seria minha origem agora se surpreende com a descoberta...
Mas fico desconfortável com o tratamento que recebo depois da descoberta de minhas origens, e sob a aceitação de Elrond vou para Bri, um pequeno vilarejo humano. Lá ingresso na Academia que visa o treinamento de guerreiros, mesmo não tendo a qualidade do treinamento de Imladris prefiro ficar por algum tempo nessas terras. Durante as minhas muitas idas ao Pónei Saltitante conheço Lutric McDermont com quem criei imensos laços de amizade. Tão grande essa amizade que Lutric logo me trata como se fosse um filho, dando-me inclusive o sobrenome McDermont. Somente depois de algum tempo que ele me revelou que era o Líder de um grande Clã! Achei interessante e com muito entusiasmo pedi a ele que se houvesse possibilidade me incluisse em suas fileiras, que sem dúvida nenhuma honraria os McDermont como honro a minha própria família!
Dá-se então a cerimônia de entrada no Clã. Lutei ao lado de Lutric em muitas batalhas, sempre defendendo o nome do Clã acima de tudo! Logo eu era tido como o pupilo favorito do Líder dos McDermonts. Mas foi numa batalha contra os orcs que realmente demonstrei meu valor a ele. Após o aparecimento de Orcs nos campos ao norte, Lutric lidera uma expedição para erradica-los. Junta seus melhores homens e parte pelo Caminho Verde Rumo a Fornost. Sete dias de viagem e eles encontram o acampamento dos Orcs. Ao amanhecer tem-se início o mais sangrento combate do Clã até então, a batalha conhecida como "Alvorada de Sangue". Foi nela que Lutric teve seu braço amputado e perdeu a capacidade de andar. Poucos sairam com vida, e muito menos em condições de combate. Foi sem dúvida a maior vitória do Clã contra a sombra, mas uma vitória sem glórias, com tantos feridos e um número maior ainda de mortos...
Com nosso retorno a Bri enterramos nossos mortos e começamos os tratamentos de Lutric. No entanto ele logo vê que está completamente sem condições de continuar a liderar o Clã, e escolhe seu sucessor, eu! Foi uma enorme surpresa para mim quando ele me chamou ao seu leito e me disse as seguintes palavras "Passo para você, meu amado pupilo, a responsabilidade de dar continuidade, levando adiante o nome do Clã. Mas não só isso, de levar adiante o nome da família, expandindo cada vez mais nossos domínios. Não permita jamais que meu legado, tudo isso pelo que lutei e vários de meus amigos morreram acabe ou seja consumido pela sombra. Utilize esses presentes que recebi das águias do norte, ele o ajudará nos momentos de maior dificuldade. Jamais esqueça nossa amizade com o Senhor das Águias". Foi uma enorme emoção para mim receber esse cargo, essa responsabilidade, esse legado...
Novos Caminhos
Na liderança do Clã e da Família começo a ampliar a extensão da influência do nome McDermont. Porém algo de muito estranho acomete seus membros, uma estranha doença consume a vida de quase todos, restando somente eu e a linhagem de Milai filho de Baltrir. Em meio a todo esse pesar os McDermonts entram em profunda decadência.
Mesmo nesse mar de problemas e dificuldades não deixo-me consumir. Procuro reatar nossas alianças e amizades. Em minha visita a Floresta das Trevas conheço Linare, uma belíssima elfa que preenche o vazio que faltava em minha vida. E vendo toda o amor que demonstro por ela, deixa sua terra, os bosques élficos e parte para Bri para viver ao meu lado até os fins dos dias...
Muitos foram os meus dias de alegrias ao lado de minha esposa em Bri, mas o Clã ainda clama por minhas viagens, ainda preciso reerguer o clã. Parto para Mithlond, o lugar aonde há muito tempo já foi meu destino...
Durante nossa viagem, quando a comitiva passava pela Colina das Torres fomos surpreendidos por um grupo de Orcs, bem mais numeroso que nós. Foi uma batalha longa e cansativa, mas contamos com muita sorte quando vindo dos céus chegou nosso auxílio. Três grandes águias 'descem' sobre as cabeças de nossos inimigos causando-lhes temor e eles debandam. Logo reconheço as criaturas pelas descrições de Lutric e das histórias que muito povoavam minhas noites na mansão McDermont. Ao me aproximar do que aparenta liderar o grupo me curvo dizendo "Eu agradeço imensamente o seu auxílio, sem ele possivelmente teriamos perecido nas mãos daqueles servos da Sombra. Eu sou Feaval McDermont, líder do Clã McDermont, substituto do falecido Lutric McDermont, o Amigo das Águias." As águias se surpreendem com toda a eloqüência do elfo a sua frente, mas logo percebem que algo em suas palavras é verdadeiro, pois, portava um cinturão feito com as penas das águias mortas em combate, que só era dado à aquele que realmente se mostrava digno. Fomos levados até ao ninho, nos picos mais altos das montanhas do extremo norte de Eriador. Lá fui reconhecido como o Líder do Clã McDermont e foram reafirmados os votos de amizade e aliança. Muitos foram os ensinamentos recebidos em especial as técnicas de combate, tanto ofensivo quanto defensivo. Mas um desejo, uma saudade imensa de minha amável esposa me obriga a deixar para trás essas terras e retornar para casa. Fomos levados de volta e deixados nos arredores de Bri.
Uma Nova Vida
Para minha surpresa, afinal estive fora por quase um ano e meio, chego em minha casa e vejo uma criança nos braços de Linare e ela me diz " Esse é nosso filho, dei-lhe o nome de Ivelius, espero que goste meu amor.", num misto de alegria e tristeza a abraço e debulho-me em lágrimas ao ver meu filho, que eu sequer imaginei que existisse...
Resolvo passar meus dias cuidando da Casa McDermont em Bri e evito as viagem a todo custo, os anos passam-se e meus outros dois filhos nascem, Jozan e Silluin e momentos de paz e alegrias tomam minha vida que antes fora regada a lágrimas e sangue...
Na medida em que meu filho primogênito começa a crescer resolvo leva-lo para conhecer a Terra-média. Passamos por todas as terras, desde Imladris até Gondor reafirmando votos de amizade e lealdade em cada cidade. Mas o local que mais impressiona Ivelius é sem dúvida alguma Lórien. Ele fica encantado com a imensa beleza do reino élfico e se dependesse dele, talvez jamais sairia de lá, ficaria para sempre na floresta dourada...
Minha Maior Tristeza
Como mencionado passei a dirigir as ações do Clã da nossa sede entre Bri e Archet, enquanto meu filho agora partia em suas viagens, suas aventuras sozinho. Ele passava quase toda parte do seu tempo entre Lórien e a Floresta das Trevas. Linare com uma imensa saudade do filho parte em encontro a ele, ela vai para a Floresta das Trevas onde iria rever sua família e seu filho.
Ainda me lembro daquela tarde, quando me despedi dela, certo que seriam apenas alguns meses afastados um do outro, não o restante de nossas vidas... Segundo meu filho Silluin, o único sobrevivente do ataque sofrido, a batalha se deu nas proximidades do Vau do Bruinen. A comitiva que ia para a Floresta das Trevas era composta de quatro pessoas, Silluin, Linare e outros dos membros que os acompanhava. Um grupo de Orcs os embosca. Os atacantes surgiram dos dois lados do Vau, enquanto eles estavam em travessia. Sem outra alternativa a não ser lutar eles se prepararam, Linare ordenou a Silluin a fugir, que eles abririam uma passagem por entre o grupo atacante e que por lá Silluin fugiria, com receio e remorso de deixar sua mãe para trás ele rejeita e diz que é ela que deveria ir. Mas ela não aceita e retira a Melaoira do dedo e pede que ele entregue a Feaval. E graças a sua arte com os elementos consegue 'furar' a investida do grupo atacante e Silluin parte em disparada de volta a Bri.
Quando tomo conhecimento do ocorrido preparo todos os membros do Clã em condições de lutar e partimos poucos minutos após a chegada se Silluin. Mas devido a toda a distância, nunca seria possivel chegarmos a tempo, apesar que meu coração desejasse isso... Ao anoitecer do dia seguinte da partida deles de Bri chegamos ao local do combate. Entristeço-me da mera lembrança da cena, o corpo dos dois membros do clã que faziam a escolta caidos e outros sete corpos ao redor. Conseguimos notar que um dos inimigos ainda vivia, com brutalidade arranquei dele o destino de minha esposa, ela ao ver que era inevitável a captura se joga no rio. Um fim triste, mas bem menos doloroso do que nas mãos dos Orcs. Nosso grupo arma acampamento ali. Por sete dias caçamos e matamos todos os orcs que haviam nessas terras. Por sete dias alimentei meu ódio, a cada noite uma fogueira era alimentada pelos corpos de nossos inimigos. Não descansei enquanto haviam inimigos a serem caçados e mortos.
Dali rumamos para Imladris, onde a notícia já havia chegado e mensageiros haviam partido de encontro ao meu filho, Ivelius. Durante três dias descansei, recompondo meu corpo, minha mente, meu espírito, que tinham sido feridos com o falecimento da minha amada esposa... Alguns dias depois Ivelius chega e toma conhecimento da notícia. E eu tomo uma decisão, que chegou a hora dele assumir meu lugar, se tornar o Líder do Clã McDermont! Em uma simples cerimônia ministrada pelo Mestre Elrond deixo o cargo para Ivelius. Antes do cair da noite parto de Imladris, em um corcel élfico que recebi de presente do Mestre Elrond, sem destino...
Durante semanas vago por Eriador e chego as ruínas de Fornost. Muitos foram meus encontros com os guardiões nessas terras, e grande foi o conhecimento adquirido com eles. Mas foi quando me reencontrei com as águias que vi aonde queria passar os próximos anos de minha vida, nos ninhos das montanhas. Muitos foram os anos passados ao lado dessas criaturas fantásticas.
Mas agora vejo que chega o momento de meu retorno, minha volta para casa, minha família me espera, meu Clã, meu destino...
Feaval Lómion McDermont
