MUD Valinor


Warning: preg_replace(): The /e modifier is no longer supported, use preg_replace_callback instead in /home/mud/mud/www/modules/rplogs/rplog.class.php on line 386

Biografia de Selkie

Biografia de Selkie

Informações gerais

Título:
Biografia de Selkie
Autor:
Selkie
Tipo:
Biografia estendida
Participantes:
Local:
Academia de Aventureiros de Bri
Data IC:
24º dia do Lótessë do 3037º ano da Terceira Era do Sol
Data OOC:
16/11/2008

Resumo

A História de uma pequena que carrega uma estrela azul, contada por Selkie.

Minha vida, Meu mundo, Minhas Aventuras.


Diário de Selkie.


Minha história começa... Começa? Melhor será dizer que continua,
pois o início de tudo eu mesma nunca soube, apesar de procurar
muito entrevistando os professores e habitantes de toda a terra
Média.

Resolvi escrever este diário hoje, dia 24º dia do Lótessë do 3037º
ano da Terceira Era do Sol, porque foi o dia que saí da Academia
de Aventureiros com permissão dos professores. Até então eu saia,
mas geralmente escondida e esporadicamente acompanhada por algum
dos funcionários da Academia, principalmente Zurg.

Meu nome é Selkie. Não que este seja verdadeiramente o meu nome,
mas o guarda que me encontrou, quando me entregou na Academia,
se referiu a mim como Selkie. O que sei do começo da minha
existência é que fui encontrada dentro de uma cesta de vime no
banco ao lado da fonte da praça de Bri. O guarda que me encontrou,
de início ficou surpreso, mas como a maioria dos acontecimentos da
terra média são surpreendentes, ele não se deteve muito tempo
em seu espanto e me levou para a Academia de Aventureiros, local
onde ele supunha haver alguém para cuidar de mim. E sábia foi a
decisão dele, pois lá eu cresci e recebi cuidados e amor de todos
os professores e funcionários. Ao me exaninarem, perceberam
imediatamente uma marca em minha testa em forma de uma estrela
azulada. Criou-se um verdadeiro clima de especulação em torno da
minha marca. Muitos habitantes de Bri vieram para ver a tal marca
em forma de estrela. Depois vieram estudiosos, clérigos,
especialistas do ocultismo e até recebi por muitas vezes, magias
de identificação de invisibilidade e oculto, para ver se não tinha
algo a mais por trás da marca.

O professor Herenvardo pensou se tratar de alguma magia lançada por
alguma criatura maléfica. Domick, o mestre do conhecimento, afirmou
nunca ter visto nada parecido. A Profa Abbigalye mandou chamar
Lumelaurie e Egleriannen de valfenda para pintarem em um quadro
ampliadamente o desenho da marca, a fim de compará-la com os
diversos símbolos de escritas dos livros. Mestre Toric, juntamente
com a Curandeira de Bri, depois de muita conversa repletas de prós
e contras, chegaram a conclusão    que a marca fora deixada por
alguma mordida de algum bicho estranho. Até Zurg supôs se tratar de
algum tipo de sequela deixada por uma intoxicação alimentar.
Sendo eu um bebê, poderia ter comido inclusive insetos! Já
Kheodred, o herói das guerras, não teve dúvida e proclamou em alto
e bom som, que a marca era fruto de uma estocada de espada. Regado
a muita cerveja, o assunto foi debatido por Bob e o peão do
estábulo, em uma mesa do Poney Saltitante,e ninguém conseguiu
entender qual fora a conclusão da conversa, tamanha a bebedeira e
complexidade do assunto. O bardo só comentou que iria pensar em
uma boa canção para a história da marca, e já Carrapicho,achou de
tudo um pouco, sendo cortês e concordando com todas as opiniões
ao mesmo tempo. Mas    no meu entender, foi a mestra
Tsythia quem chegou mais próxima da verdade. Ela acha que tal marca
se deve a uma herança de família. E eu penso a mesma coisa, pois
até hoje mantenho a marca, e cada dia que passa ela se torna mais
visível.

Nunca fui bajulada e tampouco recebi privilégios por parte de
ninguém da Academia. Recebi sim, muito carinho e pra lá de muitos
puxões de orelha! Fui uma criança travessa e curiosa, perguntando
tudo para todos e quando não obtinha respostas, saia experimentando
magias, provando    frutinhas estranhas e bebendo poções misteriosas.
Nessas horas, agradecia por ser uma criatura pequena, pois me
possibilitava entrar em lugares que dificilmente alguém grande
poderia entrar. E me esconder também, para não ser pega com a mão
na cumbuca! Por isso, eu freqüentemente estava na sala de cura me
restabelecendo de minhas extravagantes experiências.

Quando atingi a idade apropriada para freqüentar as aulas da
Academia, fiquei imensamente feliz, pois muitas das respostas
que procurava, parecia que finalmente iriam ser respondidas. Mero
engano! Parece que quanto mais eu estudava, mais e mais perguntas
apareciam! Mestra Tsythia dizia que perguntas nascidas do fruto do
estudo eram algo positivo,pois significavam que eu estava estudando
bastante. E era o que mais fazia, estudar    e estudar. A essa altura
já conhecia bem a cidade de Bri, pois mesmo antes de adentrar ao
mundo dos estudos acadêmicos, dava minhas voltinhas. Voltinhas
estas, nem sempre permitidas. Foram várias as vezes em que saí da
Academia escondida em um dos tachos de Zurg, pois apesar de eu não
ter propriamente uma família, a responsabilidade dos professores
e funcionários era muito grande. Quando não saia escondida,
conseguia a troco de muitos beijinhos na bochecha de Zurg, fazer
com que este me levasse a passear.

- Você não tem jeito, pequenina, - dizia ele com a bochecha
vermelha e toda babada com minhas beijocas. - És uma maguinha de
primeira! Se consegue me persuadir agora quando és criança, o que
conseguirá quando crescer! - E rindo, se abaixava e permitia que eu
subisse em seu cangote para darmos um passeio pela cidade, e
completava dizendo: - Se é que irás crescer, Selkie. És tão
pequenina! De grande Só tem mesmo o cabelo. E ele tinha razão.
Depois que atingi a idade adulta, não cresci muito, mas meu cabelo
preto parecia nunca parar de esticar! Então, um dia Zurg me deu um
pequeno canivete e ensinou-me a cortar o cabelo na autura da
cintura, para eu me habituar, pois durante alguns treinamentos de
luta este iria me prejudicar. Hoje quando luto, prendo-o em um rabo
de cavalo ou faço uma trança nos dias quentes e enrolo em torno da
cabeça, ficando parecida a uma princesa, como ele costumava me
chamar. Zurg era um tio grande. Como gostava de conversar com ele
depois das refeições, quando todos deixavam o refeitório e
ficávamos só nós dois. Era nessas horas que ele me ensinava muitas
coisas bacanas, como fatiar alimentos, acender fogueira e até
cozinhar! Mas sempre me pedia para não contar para as pessoas o que
ele me ensinava, pois tais coisas eu aprenderia mais tarde, quando
engressasse nas aulas, e do mais, alguém poderia não gostar.

- Como pode alguém não gostar que uma pessoa ensine outra, Zurg? -
Eu sempre indagava, e ele respondia com aquela voz que eu chamava
de voz de sopa morna, pois o seu som adquiria um tom profundo e
quente. - Existem muitas coisas ruins no mundo, Selkie, e uma
dessas coisas se chama inveja. - E o que é exatamente inveja,
Zurg? - Inveja, respondia ele fazendo com que a voz ficasse com
mais jeito de sopa quente e escaldante. - é quando uma pessoa
quer estar no lugar da outra e não pode, pois cada um é cada um.
Cada ser tem sua própria história, seu próprio pensamento, sua
própria maneira de ver e sentir a vida e tudo ao seu redor. E tudo
tem seu tempo,mocinha. Nunca se esqueça disso, pequenina.
Infelizmente, mais tarde você irá se lembrar desse seu velho amigo
tio grandão, e verá que tenho razão. E como me lembrei! E quanta razão
ele tinha!Hoje ouço freqüentemente a voz de Zurg dizendo tais
palavras.

Apesar de ainda não saber exatamente de onde vim, quem são meus
pais, se tenho irmãos, tios, primos etc, posso me considerar uma
pessoa feliz. Fiz muitas amizades no decorrer de meus estudos, e
guardo os professores e funcionários da Academia no coração. Mas
nem tudo dessa vida feliz é exatamente feliz! Passei por muita
situação desagradável e perigosa, e as vezes me sinto realmente
triste e fico pensando em meus familiares misteriosos. Quem são?
Onde estão? Será que ainda vivem? Sem falar que por vezes sofro
verdadeiros preconceitos por não saber exatamente quem sou. A
família Knob por exemplo, quando eu apareci dentro de uma cesta de
vime e a notícia da marca se espalhou, proibiu suas crianças de
circularem por bri e principalmente chegarem perto de mim, com medo
de ser algo contagioso. Ainda bem que quando estava com meus
amigos, estes me defendiam e até se comoviam com minha situação.
Nossa, como adoro meus amigos! Me emociona lembrar de tantas coisas
bacanas, momentos felizes e de riscos que passamos juntos. E são
justamente sobre tais acontecimentos que    relatarei nesse meu
humilde, mas significativo diário: Minha vida, Meu mundo, Minhas
Aventuras.


Selkie, simplesmente de Bri.

Como jogar?

Leia nosso Guia para Iniciantes e
jogue agora
(ajuda)

Esse recurso permite jogar sem instalar nada em seu computador, mas você também pode usar um cliente de MUD convencional.

Em caso de dúvidas, veja as perguntas mais frequentes ou faça a sua.

Dicas de jogo

Tem alguma dúvida sobre o MUD? Leia a nossa lista de perguntas frequentes no site ou faça uma em http://www.formspring.me/MUDValinor