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História do Clã Ordem das Sombras

por Setzer, em 12/05/2007, lido 6062 vezes (Clãs)

Resumo: História do Clã A Ordem das Sombras, uma ordem outrora subjugada e estraçalhada pela fúria de mãos cruéis, que nela viam apenas o poder do ódio promovido pela destruição, e que hoje goza de liberdade.

Numa época de terror e guerras, em um período longínquo no início da Terceira Era do Sol, ecoava uma lenda tão secreta e bem guardada que graças a poucos remanescentes pôde ser passada para as próximas gerações.

Essa história dizia respeito a um clã, uma sociedade comandada por pessoas que a ninguém serviam ou juravam lealdade, pessoas que pensavam apenas em si mesmas e na quantidade de glória e poder que pudessem obter em seus atos vis de pilhagem e destruição. Essa entidade era chamada por aqueles poucos que tinham coragem de pronunciar seu nome de Ordem das Sombras.

Ladrões, espiões, feiticeiros, e toda corja que fosse de fato ambiciosa, cruel, e corajosa o suficiente para matar e arriscar seu pescoço em troca de dinheiro, glória e prazer, afiliava-se a essa entidade que se sustentava com os esforços de pessoas honradas, que nada podiam fazer contra seus atos cruéis; porém a ordem era independente e não servia a nenhum Vala ou Maia, pois eram todos muito mesquinhos para adorar ou jurar fidelidade e respeito a alguém superior. Eles se consideravam bons demais para isso, e de fato eram, pois sabiam muito bem desempenhar o seu trabalho criminoso a ponto de serem considerados invencíveis.

Porém a ordem nunca deixou de ser visada por forças maiores, e quando já era considerada poderosa demais para não declarar uma posição a respeito de toda a luta que havia entre os Valar, a Terra-Média e seus habitantes contra o inimigo escuro, Morgoth, o Sinistro Inimigo do Mundo, decidiu agir, e astuciosamente se infiltrou, de forma que não surgiu a mais ínfima das suspeitas. Sabendo que com a Ordem das Sombras ao seu lado ele teria ao seu dispor uma arma silenciosa, forte e inteligente ao seu favor, um possível trunfo para uma grande guerra que, num futuro próximo, surgiria avassaladora. Sabia ainda que a sagacidade e astúcia encontrada na ordem poderia ser um fator tão importante ou até mesmo mais crucial que o gume de milhares espadas.

Então, com uma série de articulações armadas pelo Inimigo, o conselheiro do clã foi deposto e teve seu corpo miseravelmente jogado aos lobos. A partir de então Melkor colocou um de seus arautos no poder da sociedade utilizando-se da promessa de um bem muito cobiçado por humanos, anões e pequenos. Um bem que foi concedido apenas para os elfos, os quais se recusavam e fazer parte desta sociedade: a imortalidade. A partir de então os membros da Ordem não precisariam de mais nada, e chegou-se a uma conclusão... Por que continuar? Há alguma razão para conquistar Arda? Qual o sentido de pilhar algo que já é seu? Os membros pensavam de uma forma que preocupava a Morgoth, pois ele sentia que desse modo nunca poderia assumir o controle total. Então, vendo que a ordem era arrogante demais para os propósitos bélicos e de dominação, o maligno Vala despejou sua ira sobre a Ordem das Sombras. Aqueles que não foram mortos pelas garras de seus acólitos foram enganados e confinados eternamente na grande casa que fora sempre utilizada de reduto pelos membros...

Quase ninguém sobreviveu. Esse foi o preço pago pelo envolvimento com o Inimigo maior. A Ordem das Sombras foi extinta e aqueles que na casa ficaram acabaram por passar séculos maquinando planos para se libertarem da terrível maldição. A biblioteca da Ordem nunca fora utilizada tanto quanto nessa época... Mas finalmente encontrou-se uma saída. A um corvo, que chegou por acaso ao clã, foi amarrado um pergaminho encantado para que, algum dia, alguém soubesse o que fora a antiga sociedade e que fim levara.

Então muito tempo se passou. Os elfos tornaram-se mais sábios, os humanos mais numerosos, e a antiga casa sombria repousava na sua aura de terror, sofrimento e agonia. Até que um dia o pergaminho foi encontrado por um jovem druida que caminhava a procura de alimento na sufocante Floresta Velha. Aquele manuscrito, achado dentro da casca de um salgueiro, estava tão estranhamente conservado e tão peculiarmente posicionado que atraiu a atenção do jovem. Aquilo aparentava ser um mapa de algo grande, e conduzia para um local que não poderia ser alcançado pelos meios convencionais, pois uma mágica isolava aquele ambiente. Mas tudo estava ali, a entrada, os segredos, as salas, e o melhor, a forma com que ele poderia chegar lá.

O acontecimento veio como uma bênção para o druida, que recentemente tinha sido expulso de sua família e seu clã devido a conflitos desconhecidos. Todos iriam pagar, pensou ele, com uma chama de vingança no olhar. Foi então que, com a ajuda de vários magos, guerreiros e ladrões, iniciaram-se as buscas pelo local mágico, onde todos aqueles que estivessem envolvidos poderiam conviver recebendo a promessa de riquezas que foram prometidas a eles pelo druida. A busca foi intensa e demorada e, passado um ano, o portal que levava à sede da Ordem das Sombras foi encontrado, e então atravessado.

Ao passar pelo portal, os aventureiros foram levados para um lugar desconhecido, porém, todas as anotações indicavam do que se tratava. Estavam dentro da sede da Ordem das Sombras. Aquele local misteriosamente estava limpo, no entanto era evidente que estava completamente abandonado e, uma leve sensação de desconforto tomava o corpo dos membros da expedição. Ninguém sabia explicar o que era; e a cada parte explorada podia-se perceber que o lugar fora base para feitos terríveis e gloriosos. Dentro da biblioteca, um livro chamou a atenção de um dos magos mais antigos, era escuro e não muito grande. Era um diário.

Folheando as páginas foi possível ver como uma organização tão perfeita foi aos poucos se resumindo a nada. Palavras como glória, matança, Melkor, enganados e maldição apareciam incontáveis vezes. Foi então que uma brisa forte e repentina apagou todas as velas do local, e uma silhueta escura surgiu diante de todos os cinco presentes. Um espectro moribundo se aproximou do druida, pegou o pergaminho que estava na sua cintura, e soltou um ruído que poderia ser traduzido como uma gargalhada insana, talvez cruel, e então apontou para um livro que repousava encima de uma estante.

O ladino do grupo se dirigiu até lá para pegá-lo, porém, ao tocar a obra ela desapareceu, surgindo na mão do líder da expedição. Os olhos do jovem por uma fração de segundos brilharam de uma forma que nunca antes haviam brilhado. Ele sorriu e folheou página por página. Aquele livro continha uma lista detalhada de leis que, em épocas anteriores, foram utilizados como um código de conduta pelos antigos moradores, tendo inúmeras anotações e um estranho contrato inserido recentemente. O espectro entregou uma pena ao druida que então assinou o livro. A partir desse momento a Ordem das Sombras voltou a existir.

Na noite seguinte, quando todos estavam na casa descansando depois de um dia duro de reconhecimento e contagem dos tesouros, o ladrão da demanda, curioso, esgueirou-se por entre as salas e pegou o misterioso livro. Começou a folheá-lo atentamente e, a cada linha lida, a indignação que surgia em seu rosto ia aumentando; Ele não acreditava no que estava lendo. O grupo fora enganado.

O livro se tratava no fundo do pacto de um ritual macabro que tinha como objetivo a libertação dos espíritos aprisionados por Morgoth em troca da alma dos novos moradores.

No dia seguinte o ladino tentou persuadir os demais membros a saírem do local, porém, o poder e a expectativa de glória ludibriavam a mente de todos. Indignado e com medo, o gatuno abandonou a ordem e sumiu misteriosamente. Para nunca mais voltar.

Durante quatro dias quatro espectros apareceram e quatro histórias foram contadas para o líder da ordem, que diziam respeito ao o que era a Ordem das Sombras e como ela deveria se portar. Então o acordo da troca de almas foi selado. Nesse momento o druida gargalhou de forma demoníaca. O antigo inimigo estava muito longe de esquecer tudo aquilo, Morgoth estava presente em todos os momentos desde o achado do pergaminho, até a descoberta do clã. O druida era nada menos que um dos arautos do inimigo, protegido de qualquer mágica inferior através da bênção carregada de segundas intenções do Vala negro. Muito tolos, ao pensarem que o pergaminho não fosse parar em mãos erradas, pensou o druida, rindo sem piedade dos espectros que eram lentamente escravizados por uma mágica de vil feitiçaria.

Agora Melkor possuía um exército de escravos condenados a viverem eternamente para seus propósitos obscuros. Os espectros maiores foram então condenados a viverem como servos, e os demais foram selados dentro das quatro paredes do saguão de entrada e dos calabouços. A ingenuidade de pensar que Melkor se esquece de seus inimigos destruiu todas as esperanças dos residentes. Agora começava a luta pela alma dos vivos.

Poucos dias após o renascimento da Ordem das Sombras, as promessas de riqueza, felicidade e paz foram transformadas em grandes mentiras. Nada sobrava para a sociedade. O arauto do inimigo, a pedido de seu mestre em tentativa de elevar o seu poder, privou os demais membros de todos os bens que a clã poderia dar a eles. Os magos estavam ficando enfraquecidos em mente, os guerreiros em corpo, e aqueles que tentassem fugir eram caçados e selados eternamente nas masmorras. Todos estavam condenados a uma vida de tormento e tortura onde a existência eterna seria só o começo de uma longa desgraça.

Os sussurros eram cada dia mais ameaçadores, a casa pulsava num clima de ódio e depressão. Seu líder negro era então ignorado pelos seus atos, mas isso não importava a ele, seu trono estava acima de tudo e todos, ele tinha o total controle da situação e em breve mais uma parte do exército de Morgoth estaria preparada para seus fins obscuros de morte e de dominação dos povos livres.

Muitos que se opuseram de alguma forma a Ordem das Sombras foram mortos a sangue frio pelo próprio líder e, a cada grito o ódio, a aura de desespero se tornava mais intensa. Tudo era destruído nas mãos do servo de Morgoth, famílias eram ameaçadas, almas eram corrompidas e pessoas eram mortas. Até que antes de tudo colapsar e dar a vitória final a Melkor, os magos mais sábios resolveram, numa tentativa desesperada, invocar a ajuda de alguém que pudesse dar um fim a tudo isso.

Os gritos de agonia chegaram então a um Maia que rondava casualmente por aquela região. Não foi difícil para ele perceber o clima de corrupção que estava instaurado no lugar. Aquilo tudo era tão pesado que o ambiente tornou-se frio e inóspito, apenas um grande ato do inimigo escuro poderia resultar em tamanha desolação. Foi então que o Maia conseguiu se infiltrar dentro do clã e perceber de onde vinha todo aquele sofrimento.

Os magos então começaram a contar a longa sucessão de desgraças que os levara a se tornar os escravos que hoje eram. Foi então que, usando os seus poderes em prol do bem e da justiça, o mensageiro dos Valar despejou toda a sua magia libertadora para que o líder maligno fosse deposto e mandado para o convívio de seu mestre. Os espíritos então foram libertados e os membros que restaram obtiveram a paz que tanto procuravam.

O posto de líder foi passado para o mago mais velho sob o juramento de ser justo e digno com todos os demais companheiros, e fazer do clã uma sociedade que promova a amizade e a união entre todos que nele se afiliassem, além de utilizá-lo no bem comum de todos os habitantes da Terra-Média, trazendo alívio aos aflitos e o castigo aos de mau coração.

Na ocultação das sombras a ordem ainda vive, procurando o aprimoramento daqueles corajosos e sagazes aventureiros que decidiram fazer dela o seu clã, e fazer dos membros os seus fiéis aliados e irmãos.

Página do clã: http://www.ordemdassombras.com/

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