MUD Valinor

História dos Senhores de Beleriand

por , em 10/12/2006, lido 2247 vezes (Clãs)

Há muitos anos, o glorioso rei Finrod Felagund, de Nargothrond, mantinha seu reino oculto nas cavernas do rio Narog, temporariamente a salvo da influencia maligna de Morgoth e seus seguidores. Seguindo os conselhos de Túrin, Finrod decidiu expandir seus contatos e sua influencia.

Secretamente, Finrod decidiu fazer contato com as nações ao sul de Beleriand, com a terra de Eriador e os povos que nela habitavam. Ele escolheu diversos membros da casa real e da corte, elfos, elfas, homens e mulheres, 40 ao todo. Foram instruídos e treinados como embaixadores e arautos da cidade fortificada de Nargothrond, e portadores da cultura e conhecimento dos elfos do Rio Narog.

Por muitos dias eles viajaram pelas terras de seu país e por terras selvagens. Ainda não haviam recebido notícias de sua terra natal, nem novas instruções de seu Rei. Foram bem ao sul de suas terras, chegando mesmo a entrar em Eriador. A comitiva resolveu erguer acampamento e descansar por alguns dias, para comemorar a viagem bem-sucedida. Logo fizeram contato com alguns habitantes do lugar, homens valentes e inteligentes, que sempre falavam das terras patrícias ao Oeste e dos senhores das terras em que estavam, que moravam mais ao Sul ainda.

Fizeram bastante amizade com estes, e enquanto ainda trocavam informações de como chegar até os reis daquela terra, alguns poucos cavaleiros elfos chegaram do norte. Estavam sujos e machucados, obviamente fugindo de alguma desgraça acontecida. Foi então que toda a felicidade daqueles embaixadores se desfez, ao saber que sua terra natal havia sido completamente arrasada por Morgoth, com seus orcs e o terrível dragão Glaurung, senhor da sua raça. Com os corações partidos e os espíritos estraçalhados, a comitiva se desmanchou. Os elfos e elfas desapareceram entre as florestas, tentando esquecer a tristeza que lhes corroía a alma, e os homens e mulheres acabaram se misturando com os habitantes locais.

Muitas vidas mortais se passaram, até que alguns dos elfos, refeitos da tristeza e mágoa, decidiram retomar suas vidas no ponto em que haviam parado. Apenas três dos elfos que sairam com a comitiva original retornaram das furnas das florestas. Estavam decididos a cumprir sua missão, fazer contato com os povos do Sul e ajuntá-los para lutarem contra as forças de Morgoth, que cedo ou tarde viriam importuná-los em suas terras. No entanto, aqueles três elfos estavam decididos a mais do que isso. Iriam reunir todos os membros que sobraram da comitiva ou seus descendentes, e todos os remanescentes dos reinos de Beleriand, e restabeleceriam a glória e beleza da antiga cidade fortificada, escavada na rocha das cavernas do Rio Narog. Assim, partiram Hellirion, sua esposa Feena e seu bom amigo Aldelion, em busca dos descendentes dos homens da comitiva.

Por muito tempo procuraram nas redondezas, mas só conseguiram indícios de dois ramos daquelas famílias: filhos da Casa de Húrin e filhos da Casa de Beor. Ainda muito teria que se fazer até que estes homens fossem localizados.

Sua busca pelos herdeiros da missão os levou ate a cidade de Valfenda, aonde encontraram um homem chamado Randor, que se exercitava na academia daquela cidadela. Perito nos caminhos da floresta, no arco e exíminio espadachim, Randor, filho da Casa de Húrin, os ouviu atentamente, e se lembrou de velhas histórias que seus avós lhe contaram, e que estes haviam ouvidos de seus avós, e assim por diante.

Randor lhes contou que ele era o último de sua família; não havia mais primos, tios, ou parentes. Sozinho no mundo, decidiu seguir com os elfos em busca da familia de Beor. As pistas e boatos que ouviam os conduziram até a cidade de Archet, numa bonita região chamada de Condado pelos seus habitantes.

Procuraram pelo filho da casa de Beor por toda Archet. Ao final da tarde já imaginavam que haviam seguido alguma indicação errada, e que o descendente da casa de Beor estaria distante, quando Hellirion sentiu mãos muito leves tentando retirar sua bolsa de moedas. Com um movimento rápido, o elfo sacou seu punhal e o encostou na garganta do ladrão. Este, não menos ligeiro, fez a mesma coisa, e ambos estavam ameaçando cortar a garganta um do outro.

Logo Feena interviu, e separou os dois com palavras serenas. Hellirion ainda bufava de raiva, imaginando com qual encanto iria amaldiçoar o ladino, e este ia saindo de fininho, ainda assustado e resmungando:

- Mas que porcaria. Nem consigo roubar um elfo com cara de otário. Mas que vergonha. Logo eu, Rugnar, tão esperto e bonito, fui me deixar apanhar por esse elfo burro! Mas que droga...

Todo o grupo teve um pequeno sobressalto ao ouvir aquele nome, um tanto quanto distorcido pelo resmungo. Essa era a indicação da pessoa que procuravam.

Aldelion se adiantou e perguntou com olhar incrédulo:

- Você é o tal de Rugnar? Filho de Rugtorn?

- Sou sim, seu elfo intrometido! Por que?

Todos se entreolharam, ainda não sendo capazes de acreditar que aquele ladino de roupas desarrumadas e língua infame fosse o ultimo descendente da casa de Beor, a pessoa que tanto procuravam. Não seria possível que aquele fosse um descendente de príncipes da corte de Nargothrond; algo tinha que estar errado!

- Você é Rugnar, filho de Rugtorn? De onde veio sua familia? - perguntou agora Randor.

- Mas que nojo! Um homem no meio dessa ralé de elfos! Já se pode ver que o influenciaram! Ficou burro! Não me ouviu dizer sim?

- Sim, mas de onde veio sua familia? - disse novamente Randor, ignorando as ofensas de Rugnar.

- Isso não é da sua conta!

- Procuramos um Rugnar, filho de Rugtorn, vindo a muitas gerações de terras muito ao norte, do Reino de Nargothrond em Beleriand. Se este for você, temos uma proposta a lhe fazer. - disse Feena em tom apaziguador.

- Hmm... Proposta? Quanto que eu levo nisso? Quem que eu tenho que matar?

- Não é bem isso. Vamos para a taverna conversar? - disse novamente a elfa.

Lá eles explicaram sobre a missão conferida as ancestrais dele e de Randor, e como eles pretendiam levar a cabo a tarefa que receberam de estabelecer relações em Eriador e de arregimentar aliados contra Morgoth e seus asseclas. Também falaram do ambicioso projeto que nutriam, de criar uma fortaleza, uma nova Nargothrond, aonde o poder e glória antigos da cidade de Finrod poderiam ser uma vez mais vistos.

- Vocês são malucos! Elfos, além de burros e otários, são malucos, MALUCOS. Lutar contra Morgoth... Fazer uma fortaleza. MALUCOS. MALUCOS. Não sei como meus ancestrais, tão lindos, espertos e charmosos, aceitaram uma maluquice dessas. Tinham mesmo que estar envolvidos com esses ARGH elfos! E ainda mais sem ganhar nada. Humpf

- Pense bem, Rugnar. Você parece ser esperto. Não gostaria de ter um lar, de ter pessoas por perto? Além disso, muitas garotas achariam alguém como você, senhor de uma fortaleza, um partido bastante atraente... - disse o elfo, usando toda sua esperteza e malícia para convencer aquele ladrão.

- Acho que vou vomitar por ter dito isso - sussurrou Hellirion para sua esposa Feena. Feena apenas deu risinhos divertidos em resposta.

- Hmm... Fortaleza... Obviamente haverão soldados. Uns capangas viriam a calhar... Também taxas a recolher. E com a ajuda dos guerreiros, poderia conseguir boas coisas para vender. Sem pensar nas lindas garotas que vão estar caidinhas por Rugnar, o Bardo Ricaço e Ladrão de Corações. Também poderia... - estava murmurando o ladino, perdido em seus pensamentos e nos grandes sonhos de luxo e riqueza habilmente semeados pelo elfo.

- Tudo bem, eu irei com vocês, mas vai ser apenas pra rir da cara de vocês quando tudo falhar! Essas idéias malucas nunca darão certo! Mas quero rir da sua cara, seu elfo afeminado! HAHAHAHAHA

- As vezes, esses ladinos são tão estúpidos e idiotas que eu quase sinto pena por serem tão tapados... - suspirou Hellirion, pensando logo em seguida - não há castigo pior do que deixa-lo vivo, lamentando sua profunda estupidez todos os dias! - e riu consigo mesmo.

Quando todos estavam se preparando para dar início as atividades, Aldelion perguntou: - Como nós chamaremos nosso grupo? Precisamos de um nome, não?

Ao que o elfo respondeu:

- Não se esqueça, como legítimos príncipes de Nargothrond, nós somos os Senhores de Beleriand, agora e pra sempre.

E assim, se formou o grupo de valorosos aventureiros que deu início a irmandade dos Senhores de Beleriand, lendários lutadores contra os asseclas de Melkor, e aqueles que restaurariam um dia a glória de Nargothrond e sua cidade fortificada nas profundezas da terra.

Por muito tempo, labutaram em sua montanha, escavando cavernas, moldando e embelezando-as, e uma bela fortaleza escavada na rocha por fim surgiu de seus trabalhos. Muitos outros defensores se juntaram aos Senhores de Beleriand em sua nobre cruzada contra as forças malignas, alguns também órfãos dos reinos de Beleriand e outros vítimas locais do Senhor das Trevas e seus asseclas, anciosos por vingança.

Os cinco fundadores da irmandade dos Senhores de Beleriand se tornaram lendas entre os combatentes, mitos carregados de força e coragem, nomes invocados nos campos de batalha para dar ânimo e renovo aos soldados. "Por Beleriand! Pelos cinco lendários!" era o grito ouvido entre as fileiras combatentes. Lendas vivas que ainda hoje caminham na terra, seguindo os caminhos de Eru e dos Valar.

"Não desembainhe sua espada sem honra, não a embainhe sem glória"

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