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Família Belegram-Mcdermont: Escrita certa por linhas tortas

por Sorento, em 11/10/2011, lido 1455 vezes (Famílias)

Resumo: História dos Belegram-Mcdermont, um ramo das antigas famílias Mcdermont & Belegram. Relato da vida de Sorento Belegram McDermont, e de seus pais, até a inesperada adoção por Delberth e Emilly Belegram McDermont.

Nos arredores do Riacho de Nimrodel, nos domínios da bela e dourada floresta de Lórien, viviam um ilustre casal de Elfos de nome Ehlémir e Árien; aparentados da nobreza do reino Élfico da Flor dos sonhos.

Ehlémir era um elfo alto, belo e forte de corpo e espírito, mas que negando a tradição de seu povo, não mostrava grande aptidão as artes da magia. Situação que era plenamente compensada por ele no calor das batalhas no manejo do arco e das lâminas, com a coragem, destreza e força física. Também era de sua índole, a habilidade com instrumentos musicais, o que lhe rendia belas e alegres horas em companhia de sua bela Árien; esta que era como a contemplação de uma sublime visão dourada: A pele alva como o pico da Taniquetil, esguia e delicada de feições finas e afiladas.

Ela, diferentemente do companheiro, exercia a magia com grande desenvoltura e talento; em especial as artes de cura. E em complemento ao talento musical de Ehlémir com os instrumentos de música, vinha ela com sua bela e suave voz, cantando as canções de tempos antigos e as que compunha em parceria do seu amado. E a vida lhes sorria em absoluta felicidade, quando aconteceu que, para coroar ainda mais aquela alegre existência, veio-lhes um filho; ao qual deram o nome de Sorento. E algum tempo naquela sublime ventura assim transcorreu.

Um dia Ehlémir fora então convocado a seguir em missão, para ajudar a conter o avanço de algumas hordas de Orcs do Inimigo; e partiu, envolto em grande pesar e tristeza, por deixar sua amada esposa e seu pequenino Sorento. Sentimento este que também era compartilhado por Árien.

Um ano e meio assim se passou. O pequeno Sorento mostrava-se cada vez mais ativo e inteligente, e assemelhando-se ao pai no porte altivo, nos olhos do mesmo e profundo tom de azul e nos cabelos negros e lisos, mas nas feições afiladas e na pele alva o pequeno demonstrava sua semelhança materna. Era ele o motivo que ainda levava a bela Árien a perseverar ali, com alguma alegria, à espera do retorno de Ehlémir.

Em uma manhã sombria de inverno, mensageiros vieram para as proximidades do Nimrodel em procura de Árien, portando notícias funestas. E então com melancolia em seus semblantes relataram-lhe a terrível nova: Ehlémir fora traiçoeiramente emboscado e recebera ferimentos mortais, que o impediam de seguir a viagem de volta para sua desejada casa; e desejava ver o filho e a esposa, para que com suas artes de cura, pela graça do único Acima, pudesse ao menos tentar salvá-lo, e rever seu amado Sorento. Desesperada, e debulhada em amargas lágrimas, Árien providenciou o necessário para que ela o filho seguissem a penosa viagem com a dupla de fúnebres mensageiros.

Após dois dias de viagem fria e cansativa, foram eles surpreendidos enquanto levantavam acampamento, por uma companhia de 30 robustos Orcs montados em Wargs bestiais. Os dois guerreiros defenderam-os com bravura e abateram corajosamente metade dos servos do Inimigo que os atacavam, mas ainda assim sucumbiram aos dardos, lâminas e presas dos Orcs e Wargs. Árien então viu-se só com o filho e encurralada fez todo o uso de sua magia, e com muito esforço abatera com uma grande fúria, emprestada pelo desespero, um grande número dos inimigos restantes, e tão terrível foi sua defesa, que assustaram-se os atacantes e fugiram apavorados, deixando-a ainda assim ferida em meio ao Ermo por ela desconhecido.

Ela mesmo em seu íntimo sabia que recebera ferimentos fatais e que seria apenas questão de tempo para seu espírito deixar sua casa; o temor então a dominou ainda mais, não por si, mas pelo destino do pequeno filho.

Ela então buscou abrigo em meio à noite fria, e refugiou-se ao tronco de um velho e gigante carvalho tombado em uma clareira, descansando junto ao filho.
E lágrimas corriam-lhe pelo rosto, lembrando de Ehlémir e fitando o rostinho adormecido de Sorento. Foi quando lhe ocorreu uma idéia, fruto do desespero, tola talvez mas a única que lhe parecia capaz de salvar (ou não) seu filho.
Ela passou a lançar aos céus, por meios mágicos, alvas esferas de Luz, na esperança de que alguém as visse e ali fosse procurar o que as criava. Sabia porém, que aquilo poderia atrair seus perseguidores, mas o instinto de salvar seu amado filho a comandava naquele ato. E seu desejo foi atendido.

Dois dias após isso, Árien foi encontrada pelo casal Delberth e Emilly Belegram McDermont, Líderes do Clã McDermont em suas andanças pela Terra-Média, atraídos pelas luzes mágicas que a Elfa lançou ao firmamento em um pedido de auxílio.
Árien muito comovida, explicou sua irreversível situação ao casal e a de seu filho. Falou-lhes também de Ehlémir, que a esta altura já a guardava nas mansões eternas de Mandos. Sorento, como que ciente da morte dos pais, chorou no pequeno leito que sua mãe o mantinha; e Árien então entregou o filho ao casal, e após um último beijo na testa do pequeno, sucumbiu ao ferimento infligido pelos malditos Orcs. Sorento parou de chorar, e olhou fixamente para Delberth e Emilly como que examinando-os. Então estes o acolheram como filho adotivo e futuro membro do Clã McDermont.

O tempo passou e Sorento desenvolveu-se, e ainda conserva a semelhança física com Ehlémir, nos olhos e cabelos, no porte físico altivo e atlético; e no rosto os sublimes traços de Árien afluem marcantemente, sendo um retrato vivo de seus antepassados; o que o tornam um belo e cativante Elfo.

Já a educação e o desenvolvimento intelectual deve-se aos pais adotivos; Delberth e Emilly, que o acolheram com singular carinho e Amor em sua Casa. E hoje Sorento Belegram McDermont segue seu caminho no aprendizado infinito que o caminho do conhecimento oferece aqueles que nele se aventuram.

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