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Família Warnyngster: Unidos pelo Sangue (História)

por Keyner, em 31/01/2011, lido 1453 vezes (Famílias)

Resumo: Warnyngster, imortalizada a mais de 380 anos!

Nota: os eventos aqui relatados ocorreram aproximadamente entre o 9º dia do Lótessë de 2706 da Terceira Era do Sol e o 22º dia do Nénimë de 3019 da Terceira Era do Sol.

Introdução

Keyner, Lwayt e Shiandle, os guardiões da linhagem Warnyngster por muitos e muitos anos, numa época em que constantes invasões orcs, criaturas malignas que assaltavam lares e promovendo verdadeiras chacinas, roubavam todo o tesouro que uma família poderia ter, inclusive a vida.

Aqueles demônios foram servidores de Sauron na guerra do anel, e com a queda do Senhor do Escuro viviam escondidos em cavernas durante o dia e a noite saiam para matar. Foi numa dessas calamidades que Rachmanof Warnyngster deixou órfão os seus três amados filhos, e muitos outros espalhados por todo o mundo.

Rachmanof Warnyngster era um verdadeiro andarilho. Um elfo que se comprometia com uma mulher a cada vilarejo que seu cavalo parava. Um elfo que procurava conhecimento e riqueza com a mesma intensidade em que criava novas famílias. Porém, Rachmanof dedicava uma atenção especial à família que chamava de "titular", a qual de fato era a única que fora consagrada através de uma cerimônia convencional.

Com Melyna, a sua mulher titular, Rachmanof fez dois herdeiros de seu sobrenome: Keyner e Shiandle, seus únicos filhos amparados pelo casamento. Contudo durante suas constantes e prolongadas viagens, ele fez outros herdeiros. Mas, pra infelicidade deles, Rachmanof tomou conhecimento de muito poucos. Na verdade, só de um de fato: Lwayt, fruto da união entre Rachmanof e uma linda humana da vila de Bri. Lwayt, o resultado do aventureiro romance, nasceu um forte e saldavel meio-elfo, o que alegrou mais ainda os dias de Rachmanof, que agora levava a cabo sustentar duas famílias. E, como dizia ele "a primeira eu amo e não vivo sem ela, da segunda nem mesmo que eu quisesse poderia me desfazer, pois ela também detem meu coração".

Porém a alegria dele não durou muito: numa fria noite de lua cheia, um bando de orcs escoltados por wargs, assolou a vila de Bri deixando muitas vítimas e o povo arrasado e completamente traumatizado. Dentre as vítimas estava Fharen, que dera sua vida em troca da do filho atirando-se na frente do menino bem no momento exato em que uma lança certeira voava em sua direção. Eles tentavam empreender uma fúga e ao ser atingida, Fharen, nos seus últimos momentos, pediu ao filho que prosseguisse sem voltar pra trás. Deveria seguir sempre a estrada e pedir ajuda a viajantes para chegar em segurança até Valfenda, "lá mora seu pai." E com estas palavras ela deixou Lwayt órfão de mãe. Felizmente naquele exato momento, Rachmanof montado em seu poderoso corcel negro vinha galopando na direção deles. E, com um salto espetacular desmontou do cavalo ao se aproximar. Mas era tarde de mais. Fharen, a sua segunda amada já deixara o mundo dos vivos.

Rachmanof sentiu naquele momento abater-se sobre ele uma tristeza, uma desilusão dilacerante. Mas não poderia chorar naquele momento, pois Lwayt vivia e os orcs ainda não tinham terminado seu espetáculo. Imediatamente colocou Lwayt na sua garupa e como um condenado galopou a toda velocidade, como que se cavalgar velozmente pudesse aquiescer sua infelicidade. Daquela vez Rachmanof conseguiu escapar dos orcs.

Rachmanof então incluiu Lwayt na sua família titular, a qual lhe recebeu de braços abertos, a despeito de tudo, e assim um pouco do vazio que jazia no peito de Rachmanof foi preenchido.

O tempo então passou. As crianças foram crescendo em estatura e poder. A exemplo do pai, os três rapazes eram amantes da magia, e com ele foram desenvolvendo sua capacidade de conjurar. Keyner, o mais velho dos três, era em quem Rachmanof investia mais. Pois, o agora depressivo lider da família pressentia que um dia quem precisaria cuidar dos meninos já não seria mais ele, e apostava em Keyner para tal tarefa e este correspondia com desenvoltura.

Lwayt, apesar de ser o mais novo da família, era o que mais se especializava em magias, juntamente com Keyner. Já Shiandle, este trocava a magia por outras coisas: o conhecimento de terras novas, povos, culturas, diferenças, riquezas e muito mais, uma autentica continuação do pai.

O tempo seguiu. Keyner e Lwayt já conjuravam muito de que um mago poderia compreender. Shiandle já detinha um vasto conhecimento a respeito de ervas curativas e inclusive armas e anéis mágicos, surpreendendo a todos. Ele estava se tornando num erudito nas tradições dos povos. As vezes empreendia viagens solitárias a despeito das advertências do pai, e normalmente voltava com novidades inéditas inclusive para Rachmanof. Mas com o tempo, Keyner começou a acompanhá-lo, em parte para auxiliá-lo no que tange à dificuldades imprevistas e também para desenvolver seu intelecto uma vez que era consciente que tão logo deveria assumir a família. Não era segredo para ninguém que a cada dia que passava, Rachmanof perdia cada vez mais o encanto da vida.

E tudo só veio a piorar quando certa vez, Melyna, a sua mulher titular, enquanto passeava nos arredores do vale de Imladris, foi alvejada por uma flecha perdida.

Desprovida de advertência, Melyna não sabia que alí perto estava sendo travada uma intensa e costumeira batalha entre orcs e trolls. Era só mais uma batalha em que aquelas horrendas criaturas promoviam para tomar a soberania de uma mata que ficava alí perto. E Melyna, mesmo não tendo nada a ver com isso, foi certeiramente atingida e ao cair bateu a cabeça contra uma pedra perdendo a consciência. Imediatamente, alguns orcs que de longe vislumbraram aquela cena: uma bela elfa, sozinha alí, a mercê do que desse e viesse, não perderam tempo e correram com o propósito de se apoderar dela. Porém naquele exato momento, Keyner e Shiandle voltavam de suas expedições e tomaram conhecimento rapidamente da situação e não perderam tempo. Keyner imediatamente ordenou a Shiandle que fosse com a maior velocidade avisar seu pai e Lwayt do que se sucedia. Este não perdeu tempo e montado em seu cavalo galopou como uma flecha até sua casa.

Keyner então ficou sozinho para por hora tomar conta de sua mãe. Ele era consciente do número excessivo de oponentes e não investiu imediatamente contra eles. Simplesmente se limitou a se esconder e a aguardar. E quando o mais adiantado do grupo se aproximava do corpo de Melyna, Keyner se concentrou e se voltando fez um míssil mágico voar caindo em meio ao grupo. Keyner sabia muito bem que não ganharia muita coisa com mísseis tão inofensivos, mas poderia ao menos distraí-los por um tempo. E o efeito que pretendia foi alcansado. Imediatamente o grupo se dispersou. Todos olharam em volta, em busca de um desafortunado inimigo. Naquele exato momento, Rachmanof cavalgando sob as asas do ódio e o desespero, vinha a toda velocidade seguido por Lwayt e Shiandle. Os orcs então recuaram perante a tamanha ira. Mas para a sua sorte, a batalha adiante havia cessado, pois todos ficaram curiosos para saber o que sucedia, o que atraía a atenção dos outros. E, quando perceberam que se tratava de elfos, esqueceram suas diferenças e se uniram, pois o ódio que trolls e orcs sentiam de elfos era compartilhado na mesma intensidade.

Keyner em seu esconderijo pressentiu o pior e um desespero que nunca sentira antes se apoderou dele. O exército horrendo então avançou e postando-se com os orcs adiantados aguardou o pequeno grupo de elfos que se aproximava.

Keyner percebeu que o tempo era precioso. Na verdade, se resumia aos poucos metros que o cavalo de Rachmanof ainda tinha a percorrer até alcansar seu objetivo... a morte. Keyner sabia que assim seria, não haveria qualquer oportunidade para seu pai. Precisava então tentar pelo menos salvar seus irmãos. Mais uma vez se concentrou, e apesar da tremenda dificuldade, tomou a mente de um dos maiores trolls que com certeza seria um dos lideres do grupo, e mesmo sem os lábios do mesmo se moverem, ouviu-se: "Ei, vocês, agora, recuem! Esta presa é minha!" todos se voltaram contrariados. Um grande e poderoso orc que estava adiante se limitou apenas verbalmente a advertir: "não interrompa, Blugsh. Dividiremos a carne todos".

Keyner agiu novamente: "Já falei! Afastem-se ou cortarei a cabeça de todos. Esta presa é minha e de mais ninguém. Vamos, saiam. Eu, Blugsh, falei." e em fim Keyner obteve o que almejava: um Grão-orc rapidamente sacou sua lança e com destreza arremessou contra o inocente troll sem qualquer preambulo. Imediatamente um grupo, que aparentemente era do mesmo clã que o troll atingido, tomou as dores do outro e avançaram contra o Grão-orc. Aí se estabeleceu a desordem e Keyner em fim viu sua chance. Saiu de seu esconderijo a despeito dos olhares incrédulos dos orcs, fez tremer a terra e um pequeno terremoto sacudiu a todos e muitos orcs foram ao chão, alguns mesmo ficando mortalmente feridos.

Imediatamente Keyner ocultando-se com facilidade , correu até sua família passando em meio ao grupo em atrito. Como previra, Rachmanof, seu pai, encontrava-se em tremendas dificuldades. Lutando pela sua vida e pela de sua esposa ele enfrentava um poderoso troll das cavernas contando apenas com a ira e o desespero. Lwayt e Shiandle, que também já se encontravam no cenário de batalha, travavam uma sangrenta luta com vários orcs. E cada vez mais deles chegavam, para aniquilar seus inimigos.

Melyna, que jazia no chão, tinha furiosamente sido pisoteada e aguardava seu fim de uma forma muito agonizante. Naquele instante então, uma ira, uma insana vontade de matar e até mesmo um indescritível terror, tudo isto convertido em força e poder, fez Keyner Warnyngster se erguer em toda sua estatura, e numa língua ancestral, a muito tempo esquecida, ele convocou seus irmãos para a batalha, com as únicas condições de matar ou morrer. Shiandle e Lwayt imediatamente responderam. E, como dois guerreiros legendários, eles avançaram com suas espadas, abrindo caminho em meio aos agora desesperados orcs até seu irmão mais velho.

Vários orcs caíram diante das espadas de Shiandle e Lwayt. Muitos outros se dispersaram. E quando finalmente Keyner esteve lado a lado com seus irmãos, os orcs tomados de um terror sincronizado na mesma magnitude da ira dos Warnyngster, começaram uma apavorada debandada.

Imediatamente Keyner e seus irmãos empreenderam uma incansável perseguição, fazendo muitas vítimas no seu percurso. Mas os orcs realmente não estavam mais dispostos a lutar e rapidamente se embrenharam nas matas e a maioria se perdeu de vista. Keyner então parou e procurou manter o controle. Precisava retornar pra casa, persistir naquela perseguição certamente não poderia se obter qualquer vantagem. E ainda tinha seus pais... O que será se sucedera a eles?

Reunindo seus irmãos, Keyner novamente os conduziu até o cenário inicial da batalha, onde supostamente encontraria seus pais. E de fato os encontraram alí, os dois, abraçados, insaguentados e aparentemente mortos. Porém não era assim. Pois,embora Melyna já não figurava mais no mundo dos vivos, Rachmanof ainda se aferrava a vida para dar uma última palavra a seus amados filhos. E, quando os três fizeram um circulo em volta dele, antes que qualquer um deles dissesse algo, Rachmanof levantou a mão tomando a palavra.

-- Meus filhos - disse ele, se esforçando para manter os olhos abertos --, vocês já são grandes. Sabem se cuidar. Sabem caçar, sabem conjurar feitiços. Agora precisam aprender a cuidar de vós próprios. Nunca mais terão a mim ou a vossa mãe para aconselhá-los, velar por vocês. Vocês agora têm somente vocês mesmos para vocês. Por tanto, união é o lema, pois ela faz a força. Ví vocês três lutarem bravamente pela nossa sobrevivência, e vislumbrei com orgulho o resultado de meus esforços.

-- Bem - disse ele após um momento, tentando manter o último fôlego só por mais alguns instantes --, vocês são apenas em três, mas é possível que existam outros com nosso sangue pelo mundo. Eles podem vir a aparecer, peço-lhes que não os rechassem. Eles precisarão do amparo Warnyngster, e só vocês os têm.

Depois dessas palavras, Rachmanof se manteve um momento calado, e finalmente disse:

- Adeus meus filhos, e lembrem-se sempre: nunca permitam que nossa linhagem desapareça. O sobrenome deve ser imortalizado. E em fim, Rachmanof Warnyngster descansou para sempre.

Após aquele singular episódio, os três irmãos continuaram levando suas vidas normalmente, com a diferença de um pouco de mais cautela. Shiandle passou então a viajar agora cada vez mais, com o propósito de procurar pelos outros herdeiros do consagrado sobrenome.

Lwayt por sua vez começou a se especializar em batalhas no geral, seja lá com magias ou armas. Chegou mesmo a haver uma época que todos o conheciam como "o Armado Até os Dentes". Ele tinha e conhecia muitos tipos de armas, e sempre procurava se atualizar mais e mais.

Keyner nesta época já ia concluindo seus estudos a respeito de magias e perícias, e perdia lentamente o interesse neste sentido. Ele procurava acompanhar a busca de Shiandle pelos outros irmãos perdidos, para num futuro próximo montar mesmo um clã com o nome Warnyngster, unificando assim concretamente toda a descendência.

Até que então, finalmente, Shiandle após alguns meses de viagem retornou acompanhado de duas pessoas: um elfo e uma elfa, Itchy e Elenath, a Máquina de matar. Eram dois poderosos elfos errantes, que segundo sua história, devidamente averiguada por Shiandle também eram filhos de Rachmanof, portanto mais dois irmãos que eles ganhavam. Keyner e Lwayt ficaram radiantes, e uma grande festa foi promovida.

A família passou a contar desde então com cinco membros até os dias de hoje. Todos eles são conscientes que poderá eventualmente aparecer mais, como previra Rachmanof, e estão de braços abertos para recebê-los.

* Um poema para a família

UNIDOS PELO SANGUE

Warnyngster, por ti eu gosto de viver.

Warnyngster, contigo eu aprendi a crescer.

Warnyngster, todos devem compreender.

Warnyngster, que unidos pelo sangue, já mais irás perecer.

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